Trauma Ocular

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Os olhos, sendo órgãos muito sensíveis e responsáveis pelo sentido da visão, merecem sempre cuidados especiais. Por isso, qualquer tipo de lesão sofrida, quer de origem mecânica ou química, por exemplo, deve ser avaliada exclusivamente pelo Oftalmologista.

“Trauma” provém da palavra grega que significa ferida, sendo traumatismo um termo mais genérico que abrange feridas, tanto perfurantes quanto não perfurantes.

Os traumas oculares não perfurantes acontecem nas contusões como em pancadas, socos etc., que embora não provoquem um corte no olho, podem gerar lesões graves como hemorragias, cataratas e descolamento da retina.

Atualmente, o uso dos cintos de segurança fez com que os acidentes de trânsito, antes os maiores causadores de traumas oculares perfurantes, cedessem lugar aos acidentes de trabalho, hoje os principais responsáveis por esse tipo de lesão (acidentes em fábricas, metalúrgicas, madeireiras, oficinas, etc.).

Nas crianças, a maior causa de cegueira monocular (perda de um olho) é o trauma, sendo este causado quase sempre por acidentes domésticos que ocorrem na cozinha dos lares, no quintal e nas escolas.

Portanto, medidas preventivas devem ser tomadas cada vez mais para evitar acidentes desse tipo nas escolas, no trabalho, em casa, etc. Cobrir ou arredondar quinas de mesa e maçanetas que estão na altura de crianças de 5-6 anos, proteger o rosto ao abrir garrafas, usar protetores oculares nas fábricas e jardinagem, são apenas alguns exemplos.

Segundo a Sociedade Internacional de Prevenção à Cegueira, metade dos casos de cegueira por acidentes traumáticos pode ser prevenida.

 

Dr. José Roberto M. Castro é Diretor Clínico, Chefe do Centro Cirúrgico e do Serviço de Transplante de Córnea do Hospital de Olhos de Blumenau e Chefe do Serviço de Transplante de Córnea do Hospital Santa Isabel