Novas Lentes Esclerais para Ceratocone
Ceratocone é a córnea muito pontiaguda (curvatura da córnea muito alta), distorcendo as imagens, gerando um alto astigmatismo irregular, não corrigido com óculos, lentes gelatinosas e/ou lentes rígidas convencionais. Ressurgiram as Lentes Esclerais (lentes rígidas gás-permeáveis com alta transmissibilidade de oxigênio e umectabilidade) de tamanho grande, tendo ótimo conforto e boa adaptação. Pacientes que antes não conseguiam boa adaptação com as lentes rígidas, que eram desconfortáveis, não suportavam o uso por muito tempo. Agora com o diâmetro grande, material de alta transmissibilidade, não tocam a córnea, são confortáveis e o paciente tolera o dia inteiro. Possuem diversos tamanhos, curvaturas e diâmetros, que seu médico Oftalmologista escolherá na caixa de prova, após fará um teste e exame oftalmológico completo e analisará a córnea com avaliações complementares, para se certificar de que o paciente terá boa adaptação, conforto, tolerabilidade e boa visão. As Lentes Esclerais também são usadas para córnea com degeneração marginal pelúcida, ceratotomia radial, pós-transplante de córnea, pós LASIK, olho seco e trauma. Dr. Fernando César Ludwig é associado da SOBLEC
Roturas Retinianas
As roturas ou buracos retinianos são pequenos rasgos que geralmente ocorrem na periferia da retina, que é o tecido que reveste o fundo do olho. Elas ocorrem por descolamento do vítreo (o gel que preenche o interior do olho) quando esse se separa da retina, exercendo uma tração e provocando seu rompimento. Essa tração pode ocorrer espontaneamente ou ser provocada por trauma ocular. Outros fatores como doenças inflamatórias do olho, alta miopia, degenerações periféricas da retina e diabetes também podem predispor à rotura da retina. Os principais sintomas presentes em casos de roturas são a visão de flashes de luz e manchas escuras súbitas parecendo sujeira ou “moscas volantes”. Nem todos os casos de tração retiniana irão provocar roturas da retina, mas os pacientes que apresentam sintomas ou história recente de trauma perto dos olhos devem procurar um oftalmologista, para que possam ser submetidos ao exame de mapeamento de retina ou ultrassonografia ocular e instituir o tratamento quando necessário. As roturas retinianas não tratadas, frequentemente, evoluem para o descolamento da retina que pode acarretar perda total da visão. Em casos de rotura diagnosticada, o tratamento geralmente é feito com fotocoagulação a laser de argônio que aumenta a aderência da retina ao fundo do olho evitando o descolamento. Nos casos em que não é possível a aplicação do laser pode ser feita uma crioterapia. Infelizmente, alguns casos de roturas retinianas já se apresentam com descolamento da retina de imediato, necessitando tratamento cirúrgico. Nesses casos, a cirurgia de retinopexia deve ser realizada em tempo hábil, uma vez que o tratamento tardio pode deixar sequelas irreversíveis na visão. Dr. Marcus Grigato Campos
O que é Uveíte?
Uveíte é uma inflamação da parte dos olhos que acomete o trato uveal, que é composto por: íris (estrutura que dá cor aos olhos), corpo ciliar e coroide (composto basicamente por vasos sanguíneos). Quando ocorre o acometimento inflamatório de uma destas estruturas ou o conjunto das mesmas, denomina-se uveíte. As causas de inflamação do trato uveal podem ser: traumáticas, infecciosas, tumorais e autoimunes. Lacerações corneanas, perfuração ocular, queimaduras químicas e físicas e corpos estranhos intraoculares são exemplos de uveítes traumáticas. Dentre as causas infecciosas, a toxoplasmose destaca-se como a de maior incidência em nosso meio. Metástases ou tumores primários oculares são responsáveis pelas uveítes tumorais ou síndromes de mascaramento. Doenças sistêmicas como artrite reumatóide juvenil, espondiloartropatia soro-negativas, doença de Behçet e outras doenças imunes são etiologias de uveítes autoimunes. O principal sinal de uma uveíte é o olho vermelho, devido ao processo inflamatório – mas pode não acontecer em todos os casos. Inicialmente, o paciente com uveíte pode visualizar pequenos pontos que se movimentam de acordo com a posição do olho, e estes, com a incidência da luz formam pequenas sombras flutuantes na retina, sendo chamados de moscas volantes. Se ocorrer aumento progressivo destas moscas volantes, pode ser um sintoma indicativo de atividade inflamatória. O embaçamento visual e a dor também são sintomas de uveíte. A realização do diagnóstico é o primeiro passo para o tratamento das uveítes. A partir disso traça-se o esquema terapêutico. O tratamento pode ser feito com colírios, medicamentos orais e/ou endovenosos. Em alguns casos, devido ao agente etiológico e a gravidade da inflamação, realiza-se tratamento em regime hospitalar com a internação do paciente e administração de medicamentos. As uveítes são doenças inflamatórias oculares que podem levar à baixa visual e à cegueira quando não tratadas. Podem causar cegueira devido às complicações ocasionadas pelo processo inflamatório que podem acarretar um desarranjo arquitetônico das estruturas intraoculares, levando a uma baixa visual reversível ou irreversível. Catarata, glaucoma, descolamento de retina, membranas retinianas, atrofia óptica, oclusões vasculares e atrofia de globo ocular são exemplos de complicações causadas por uveítes. Essa inflamação acomete indivíduos de qualquer idade, sexo e classe social. O diagnóstico é de essencial importância para o tratamento e prevenção das crises de uveítes. Em casos de olho vermelho, dor, moscas volantes e embaçamento visual, procure seu oftalmologista. Lembre- se: as uveítes têm tratamento, quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico. Dr. Cristiano Coelho Ludvig é especialista em Uveítes
Cuidado com o Glaucoma
O Glaucoma é uma doença degenerativa que afeta de 1 a 2% da população mundial e é a segunda principal causa de cegueira no mundo, segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS). A herança familiar tem um papel importante no desenvolvimento da doença em sua forma primária e familiares de paciente com glaucoma devem ficar atentos e informar seu médico a respeito desta condição. O diagnóstico do glaucoma é feito exclusivamente pelo oftalmologista, que reúne todas as informações de seu paciente para confirmar ou descartar a suspeita da doença. O exame cuidadoso, com aferição da pressão intraocular, é importante para que qualquer suspeita de glaucoma seja investigada. Campanhas atuais da Sociedade Brasileira de Glaucoma têm alertado a população acima de 40 anos – grupo etário no qual a incidência de glaucoma pode até dobrar – para a importância da consulta oftalmológica anual. O glaucoma não tem cura, mas tem controle, ou seja, pode permanecer estável durante anos. No entanto, a ausência de um diagnóstico preciso e o tratamento ineficaz podem levar à cegueira irreversível. O paciente portador de glaucoma deve ser acompanhado com frequência e submetido a exames periódicos. Também deve estar muito bem informado sobre a própria doença e deve tirar todas as suas dúvidas com o seu médico. O desconhecimento sobre o diagnóstico e sobre a gravidade da doença podem comprometer o tratamento. Os sites da Sociedade Brasileira de Glaucoma (www.sbglaucoma.com.br), da ABRAG – Associação Brasileira de Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma (www.abrag.com.br) e o site www.cuidadocomoglaucoma.com.br trazem atualizações, informações e conteúdos educativos sobre o glaucoma, permitindo ao paciente glaucomatoso tirar dúvidas e manter-se informado sobre a própria doença. Se você tem mais de 40 anos ou tem alguém na família que é portador de glaucoma, consulte seu oftalmologista. Preserve sua visão. Drª. Elise Vivan Taniguchi Müller
Lentes de contato e os adolescentes
É comum nessa fase da vida, se interessar por lentes de contato. Porém, cuidados importantes devem ser tomados, como a visita a um oftalmologista para uma adequada avaliação. Exames são indicados para que o profissional avalie se há possibilidade de uso e selecione a lente ideal para os testes de adaptação. Nessa fase, o médico verificará a relação lentes de contato e olhos e saberá se causarão algum dano à visão. A adaptação das lentes leva tempo e disposição. O adolescente deve saber colocar, retirar e limpar as lentes e o estojo antes de iniciar o uso. É importante respeitar o horário de uso sugerido pelo oftalmologista, inutilizar as lentes descartáveis na data de validade correta, pois, aparentemente, podem estar confortáveis, mas ao passar da data de descarte já se inicia o processo de deterioração do material, podendo acarretar em danos à visão. Muitas vezes, colegas acabam adquirindo lentes em ópticas, onde nem sempre são orientados corretamente quanto à limpeza, horário de uso e descarte. É fundamental estimular os jovens a seguirem as orientações do oftalmologista, pois somente este profissional é responsável pela saúde ocular da população. É imprescindível aconselhar o adolescente quanto ao perigo de emprestar ou trocar as lentes, pois seu uso é individual e intransferível. Há casos de jovens que usaram lentes coloridas de amigos e acabaram com úlcera de córnea e perda da visão. Faz-se necessário estar ciente de que as lentes podem machucar os olhos. Em um dia a adaptação pode estar excelente e no outro apresentar problemas. Trata-se de um processo dinâmico. Ao apresentar alguma modificação, quer seja no conforto com as lentes, na visão ou na presença de sintomas (olhos vermelhos, aflição à luz, doloridos, com sensação de cisco, lacrimejantes), o usuário deve retirar as lentes e procurar o oftalmologista para avaliação. É de extrema importância o retorno ao seu médico para reavaliação das lentes nas datas agendadas. O adolescente deve sempre ter em mãos o telefone do Serviço de Oftalmologia para esclarecer dúvidas que possa vir a ter com o uso das lentes. Fonte: Soblec Dr. Fernando César Ludwig é associado da SOBLEC
Uso de colírios não é recomendado sem avaliação do oftalmologista
Não é recomendável o uso de colírios sem a avaliação prévia do oftalmologista, que pode encontrar a causa da irritação e fazer um tratamento apropriado. Muitos colírios descongestionantes contêm drogas vasoconstritoras que “branqueiam” o olho, mas o efeito é curto e não curativo. Logo, ocorre vasodilatação, o olho fica vermelho e a pessoa pode querer pingar mais gotas, gerando assim um costume à medicação. Além disso, poderia desencadear glaucoma agudo nos pacientes predispostos. Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Problemas visuais em crianças
A percepção de problemas visuais em crianças pequenas é prejudicada pela fala incipiente, mas os pais podem observar, no dia a dia, sinais que podem indicar a presença de algum problema. O lacrimejamento excessivo, por exemplo, pode indicar desde uma obstrução do canal lacrimal até um glaucoma congênito. Ao perceber alguma anormalidade, a criança deve ser levada a um oftalmologista para uma avaliação. Outro problema importante que precisa ser corrigido ainda na infância é a ambliopia, ou “olho preguiçoso”. É uma situação na qual a visão não se desenvolve plenamente em um dos olhos, embora sua aparência seja normal. Com o passar do tempo, o cérebro ignora as imagens que vem desse olho “fraco”, de tal forma que ele perde a visão. O portador de ambliopia tem dificuldade para perceber distâncias e profundidade, além de correr riscos de cegueira total, caso venha algum dia a perder a visão de seu olho saudável. Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia
OCT – Tomografia de Coerência Óptica

A retina é uma estrutura formada por dez camadas de membranas e células, localizada no segmento posterior do olho. É ela a responsável por transformar os estímulos luminosos em sinais elétricos que percorrem o nervo óptico até o cérebro, onde a imagem é finalmente interpretada. Qualquer alteração nessas camadas pode comprometer a visão de forma progressiva e, muitas vezes, silenciosa. A tomografia de coerência óptica permite visualizar as estruturas da retina em cortes seccionais tridimensionais, com nível de detalhe que nenhum outro exame de imagem ocular oferece de forma não invasiva. É um exame essencial tanto para o diagnóstico quanto para o acompanhamento de doenças da retina e do nervo óptico. OCT no diagnóstico e acompanhamento do glaucoma Para o glaucoma, o equipamento gera informações volumétricas e dimensionais do nervo óptico, incluindo volume da escavação, área do disco, área da escavação e área da rima neural. Analisa também a camada de fibras nervosas ao redor do nervo óptico e, com base em um banco de dados normativos por faixa etária, identifica regiões com alterações estruturais suspeitas, mesmo em casos incipientes em que o campo visual ainda não apresenta defeitos detectáveis. OCT nas doenças maculares Em patologias com edema macular, como retinopatia diabética e DMRI, o exame permite quantificar a espessura da retina na região foveal e acompanhar sua evolução ao longo do tempo, comparando resultados de diferentes datas. É ferramenta indispensável para pacientes candidatos a injeção intravítrea ou que já realizaram o procedimento, fornecendo dados objetivos sobre a resposta ao tratamento e a necessidade de intervenções futuras. Indicações Agende seu exame Se você está em acompanhamento para glaucoma, retinopatia diabética, DMRI ou foi indicado para injeção intravítrea, o OCT é parte fundamental do seu cuidado. Entre em contato com o HOB e agende seu exame com nossa equipe especializada.
Check-Up Glaucoma

O glaucoma é uma doença causada por múltiplos fatores que lesionam o nervo óptico, provocando perda gradual da visão. Sem tratamento, pode levar ao dano permanente do disco óptico. O que torna o glaucoma particularmente preocupante é o seu caráter silencioso. Na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas nas fases iniciais e é diagnosticada tardiamente, quando parte da visão já foi comprometida. Por essa razão, a avaliação oftalmológica regular é a principal forma de identificar a doença antes que cause danos irreversíveis. O que inclui o check-up de glaucoma O check-up reúne um conjunto de exames complementares que avaliam diferentes aspectos da saúde do nervo óptico e da pressão intraocular: Tonometria Mensuração da pressão intraocular, um dos principais fatores de risco para o glaucoma. Oftalmoscopia Visualização do fundo do olho com foco no nervo óptico, avaliando sinais de lesão. Gonioscopia Avaliação do ângulo entre a íris e a córnea no interior do olho, identificando se o glaucoma é de ângulo aberto ou fechado. Campimetria Computadorizada Avaliação do campo visual para detectar perdas periféricas características da doença. Tomografia de Coerência Óptica do Nervo Óptico Mensuração da espessura da camada de fibras nervosas ao redor do nervo óptico, permitindo identificar alterações precoces. Estereofoto de Papila Fotografia do nervo óptico para documentação e acompanhamento da evolução do caso ao longo do tempo. Paquimetria Ultrassônica Medida da espessura da córnea, dado relevante para a interpretação correta dos valores de pressão intraocular. Curva Tensional Diária Mensuração da pressão intraocular em quatro momentos ao longo do dia, permitindo detectar picos e variações que uma medição isolada não capturaria. Agende seu check-up O glaucoma não avisa quando começa. Se você tem histórico familiar da doença, mais de 40 anos ou não faz uma avaliação oftalmológica há mais de um ano, este é o momento certo para agendar seu check-up.
Campo Visual (Campimetria Computadorizada)

Muitas doenças oculares comprometem a visão periférica de forma gradual e silenciosa, sem que o paciente perceba as perdas até estágios mais avançados. O campo visual é o exame que detecta essas alterações precocemente, quantificando a área espacial que cada olho consegue perceber. Além de auxiliar no diagnóstico, o exame é fundamental para acompanhar a progressão de doenças como o glaucoma, as retinopatias, as doenças do nervo óptico e alterações neurológicas, orientando o médico sobre a evolução do quadro ao longo do tempo. Como é realizado O exame é feito em sala com luminosidade reduzida. O paciente fica posicionado em frente a um aparelho que projeta pontos de luz em diferentes intensidades e posições dentro de uma cúpula. Cada vez que perceber um ponto de luz, o paciente aciona uma campainha que mantém na mão. Para que o resultado seja confiável, é essencial manter o olhar fixo na luz de referência dentro do aparelho durante todo o procedimento, sem movimentar os olhos. O exame depende integralmente das respostas do paciente, por isso atenção e concentração fazem toda a diferença na qualidade do resultado. Indicações Agende seu exame Se você foi encaminhado para o campo visual ou acompanha alguma das condições listadas acima, entre em contato com o HOB. Nossa equipe orienta sobre o preparo e agenda seu exame com agilidade.