Vista cansada ou presbiopia e catarata

Nessa entrevista, Dr. Rodrigo Correa fala sobre vista cansada ou presbiopia e catarata. Confira a entrevista completa! O que é presbiopia e quais são os sinais e sintomas de que alguém pode estar desenvolvendo essa condição? R: A presbiopia é uma condição ocular que afeta a capacidade de focar em objetos próximos, que normalmente ocorre com pessoas a partir dos 40 anos de idade. Os sinais incluem dificuldade em ler de perto, visão embaçada ao realizar tarefas de perto e a necessidade de afastar objetos para enxergá-los claramente. Isso acontece devido à perda de flexibilidade do cristalino, a lente natural dos olhos. Aqui é importante explicar que temos dois tipos de pacientes com a presbiopia. Temos pacientes que começam a enxergar mal de perto e precisam de óculos, e temos os pacientes míopes, que já vem usando óculos há algum tempo, e depois dos 40 anos, esses pacientes ficam tirando os óculos para ver melhor de perto. Resumindo, todos nós vamos sofrer com a presbiopia. Qual é a causa da presbiopia e se a mesma piora com o tempo? R: Para entender melhor essa pergunta, imagina que o cristalino, a lente natural que temos dentro do olho, ela vai endurecendo, assim perdendo a capacidade de dar foco para longe e perto com a mesma nitidez. Antes o musculo tinha força suficiente para ver de longe e de perto, mas com o passar do tempo este musculo perde a força para contrair o cristalino que está mais endurecido, e assim ao perdermos o foco com a presbiopia, precisamos de ajuda com a falta dessa contração muscular, através do uso de óculos ou cirurgia. Com o passar do tempo a tendencia natural é que vá piorando e assim a necessidade de corrigir a falta de visão vai se tornando necessária e frequente. Quais são as opções de tratamento para a presbiopia? R: As opções de tratamento incluem o uso de óculos, lentes de contato, cirurgias refrativas a laser, além de cirurgia com implante de lentes intraoculares. Como é o uso de lentes de contato em pessoas com a vista cansada? R: A adaptação a lentes de contato pode levar algum tempo, mas muitos pacientes se adaptam bem e desfrutam da liberdade de não usar óculos. Existem lentes de contato multifocais, que permitem que os dois olhos enxerguem longe e perto, e também fazemos a monovisão, onde colocamos uma lente de contato para perto em um dos olhos, e outra lente de contato para longe no outro olho do paciente. Quais são os principais pontos a considerar ao optar por lentes de contato, especialmente para corrigir problemas de visão? R: As lentes de contato são uma excelente opção para corrigir diversos problemas de visão, desde miopia e hipermetropia até astigmatismo. A adaptação pode variar de pessoa para pessoa, mas é geralmente rápida. Ela exige a colocação e retirada das lentes diariamente assim como sua limpeza, mas a grande maioria das pessoas se adapta muito bem. Para aqueles que desejam uma solução mais permanente, existem cirurgias disponíveis para eliminar o uso de óculos? R: Certamente. A cirurgia refrativa a laser, como o LASIK ou PRK, é uma das opções mais populares. Um laser é aplicado a córnea e remodela a mesma para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo. No entanto, nem todos são candidatos a essas cirurgias, então uma consulta com um oftalmologista é essencial para avaliar a elegibilidade. Outra cirurgia e que tem ganhado mais adeptos, é a implantação de lentes intraoculares multifocais que envolve a substituição da lente natural do olho por uma lente multifocal, que possui diferentes zonas de foco para visão de perto e de longe. Isso permite que o olho se adapte a diferentes distâncias, proporcionando uma visão mais clara em diversas situações. A escolha da cirurgia depende das características individuais dos olhos e das necessidades do paciente. Mas aqui é onde percebemos os maiores avanços em tecnologia e a maior liberdade do uso de óculos. É fundamental passar por uma avaliação detalhada com o oftalmologista para determinar a melhor opção para cada paciente e para cada situação. Quais são os sintomas dessa condição e como a cirurgia de catarata pode restaurar a visão? R: A catarata é a opacidade do cristalino, a lente natural do olho – todos nós nascemos com ela. A opacidade do cristalino leva à visão embaçada, sensibilidade à luz e visão comprometida no geral. A cirurgia de catarata envolve a remoção do cristalino opaco e a substituição por uma lente artificial. Nada mais é do que uma troca de lentes, retiro a lente natural do olho, que embaçou, e substituo por outra artificial, que pode devolver a visão em muitos casos para longe e perto. Essa cirurgia geralmente é bem-sucedida e, melhoram significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A cirurgia de catarata é uma das cirurgias oculares mais comuns e eficazes. A recuperação da visão após a cirurgia costuma ser notável. O que deixa os pacientes muito satisfeitos. Dr. Rodrigo Correa da Costa OliveiraCRM-SC 20126 / RQE 11527Cirurgia Refrativa, Catarata, Córnea, Ceratocone, Lentes de Contato, Pterígio e Oftalmologia Clínica.
A catarata gera uma baixa de acuidade visual. Confira a entrevista completa!

Dr. Rodrigo Thiesen Müller participou de entrevista na Rádio Pomerode e falou sobre a catarata. “A catarata gera uma baixa de acuidade visual, a qualidade de visão, em especial, normalmente com uma idade mais avançada”, comenta Dr. Rodrigo. Confira a entrevista completa! Dr. Rodrigo Thiesen Müller se dedica as áreas de Córnea, Transplante de Córnea, Ceratocone, Cirurgia Refrativa, Catarata e Oftalmologia Clínica. O Hospital de Olhos de Blumenau localiza-se na Rua 7 de Setembro, 1300 e também conta com unidades em Pomerode (Rua Frederico Weege, 150 – Centro, bem ao lado da Polícia Militar) e em Gaspar (Rua São José, 253 – Sala 212, no Atitude Centro Empresarial). ⠀ Agendamentos pelo WhatsApp (47) 3322.5000.⠀ Publicação: 26.01.2023
O uso de óculos na infância tem se tornado cada vez mais comum com o crescimento do uso de celulares e tablets. Saiba Mais!

Oftalmologistas de Blumenau orientam pais sobre cuidados com a saúde ocular dos filhos. Uso frequente de celulares e tablets causam impacto na visão dos pequenos e é um dos principais “inimigos” dos oftalmologistas atualmente O uso de óculos na infância tem se tornado cada vez mais comum com o crescimento do uso de celulares e tablets. Em muitos casos, as crianças não apresentam sinais de que há algo errado com a saúde ocular. É só após a consulta com o oftalmologista que é possível esclarecer se a criança precisa ou não usar óculos. De acordo com a oftalmologista do Hospital de Olhos de Blumenau, Roseane da Silva Pavan, a dificuldade às vezes é percebida na escola. Sinais que devem chamar atenção dos pais são os olhos mais apertados para enxergar coisas de longe; quando a criança fecha um dos olhos para tentar focar em algo; dores de cabeça frequentes, especialmente em crianças que estão na idade escolar e após o período letivo; olhos vermelhos e irritados; quando há muita coceira nos olhos ou ainda quando a criança pisca muito. O oftalmologista Armando Nogueira da Cruz Filho também comenta que os pais devem ficar atentos na hora das fotos com crianças muito pequenas e não verbais. “O sinal mais importante que os pais podem procurar é em fotos, se em uma das pupilas o reflexo está mais claro do que no outro lado ou nos dois, chamamos comumente de olho de gato. Qualquer desalinhamento dos olhos, ou suspeita de estrabismo deve ser investigado, de preferência antes dos 2 anos”, salienta. Recomendações A partir dos seis meses já é recomendado que os pais levem os filhos ao oftalmologista. De acordo com os profissionais, da mesma forma que os pequenos frequentam o pediatra, eles devem visitar o oftalmologista. “Na saúde ocular infantil temos o teste do olhinho que é obrigatório em Santa Catarina e em vários estados do Brasil. Depois é recomendado que a criança passe por um exame completo aos seis meses, 1 ano, 1 ano e seis meses, e aos 2 anos. Depois vamos individualizando o acompanhamento de cada caso”, recomenda Armando. Outro ponto analisado pelos profissionais são os filhos de pais que já usam óculos. “Na miopia, quando um dos genitores já é miope, a chance da criança ser também já aumenta três vezes, e quando os dois são míopes aumenta sete vezes. Quando os pais usam óculos é bom que seja acompanhado e procure caracterizar se a criança tem uma pré-disposição”. A recomendação também se estende para outras situações como o ceratocone, alergias, glaucoma e estrabismo. “Tendo histórico de doença ocular na família ou de grau alto é bom que seja avaliado”. Casos comuns As ocorrências mais comuns nos pequenos são hipermetropias, estrabismo e alergias devido às infecções respiratórias. “No recém-nascido é muito comum o entupimento do canal lacrimal e tem que ser tratado antes do primeiro ano de vida. Infelizmente, os pediatras só mandam para o oftalmologista mais tarde e a resolução disso se torna um pouco mais difícil depois do primeiro ano”, salienta o especialista. “A miopia não aparece em criança muito pequena e se aparece é grave”, complementa a oftalmologista. Roseane aponta que a prevenção é algo muito trabalhado no Hospital de Olhos de Blumenau. Quanto mais cedo a criança for avaliada, mais cedo ela terá o diagnóstico e o tratamento será mais fácil para o pequeno. Crianças que têm histórico na família e que não são tratadas logo cedo podem ter problemas mais sérios no futuro. “Seja qual for o tipo de grau, quanto antes for identificado, melhor para a criança. Tem alguns graus que não vão diminuir, mas nós fazemos a diferença dando para a criança a chance de desenvolver o melhor possível”, aponta. Uso de celulares e tablets O especialista comenta que já foi comprovado que o uso excessivo de celulares e tablets pode desencadear o aparecimento de miopia, mesmo em crianças que não tem a carga genética, além de precipitar o aparecimento em crianças que têm pais míopes. “O uso da tela próxima, com cerca de 15 centímetros de distância, força o crescimento do cumprimento do olho, que em última análise é o que vai gerar a miopia. A miopia é resultado de um globo ocular alongado e a hipermetropia é resultado de um globo ocular pequeno. Por isso, é mais comum encontrar a hipermetropia nos bebês”, salienta. Armando não recomenda até os 2 anos que a criança tenha contato com alguma exposição a celulares ou tablets. A partir dessa idade, os pais podem começar a liberar o uso gradativamente. No entanto, o profissional salienta que é necessário realizar intervalos e utilizar na distância correta. Os oftalmologistas também recomendam as atividades ao ar livre para criança ter exposição solar. “Sempre sugerimos para os pais trocarem o conteúdo para uma tela maior. Ao invés de assistir o vídeo no celular, coloque na televisão ou no computador, que sem dúvida é menos danoso”. Ele ainda explica que alguns estudos apontam que até 2050 metade da população mundial será míope, por conta do crescimento digital, especialmente durante a pandemia, quando as crianças tiveram mais acesso aos celulares para acompanhar as aulas. “Se você colocar a visita regular ao oftalmologista no calendário já está ótimo, pois nós conseguiremos identificar e diagnosticar se tiver algo fora do comum”, salienta Armando. Por fim, os profissionais ainda orientam os pais quando levam os filhos ao consultório para explicarem como funcionará a consulta, evitando que a criança fique assustada com o ambiente novo. Fonte: https://omunicipioblumenau.com.br/oftalmologistas-de-blumenau-orientam-pais-sobre-cuidados-com-a-saude-ocular-dos-filhos/ Publicação: 12.01.2023
Dr. Luiz Paulo aborda sobre conjuntivite, alergias oculares e até os cuidados que devemos ter com produtos de limpeza. Confira!

Dr. Luiz Paulo da Veiga Monteiro Lazaro Jr. participou de entrevista na Rádio Pomerode e falou sobre cuidados que devemos ter com os olhos na estação mais quente do ano, destaque para a conjuntivite, alergias oculares e até os cuidados que devemos ter com produtos de limpeza. “Produtos químicos utilizados em limpeza tem que tomar muito cuidado, não só pelo contato direto, mas, também pelo vapor que sobe para os olhos e pode causar queimaduras”, alerta Dr. Luiz Paulo. Confira a entrevista completa. Dr. Luiz Paulo se dedica as áreas Neuroftalmologia, Visão Subnormal, Pterígio e Oftalmologia Clínica. O Hospital de Olhos de Blumenau localiza-se na Rua 7 de Setembro, 1300 e também conta com unidades em Pomerode (Rua Frederico Weege, 150 – Centro, bem ao lado da Polícia Militar) e em Gaspar (Rua São José, 253 – Sala 212, no Atitude Centro Empresarial). ⠀ Agendamentos pelo WhatsApp (47) 3322.5000.⠀ Publicação: 15.12.2022
O ideal é que seja realizada, ao menos, uma consulta por ano com o médico oftalmologista para que seja feita uma avaliação

Diagnóstico precoce: por que consultar o médico oftalmologista mesmo sem sintomas Certamente, você já ouviu falar sobre o quanto o diagnóstico precoce é importante. Ele acontece quando uma doença é identificada ainda nos estágios iniciais. No caso de problemas oculares, ele também é imprescindível, pois quanto antes forem descobertos, melhores são as chances de cura e menores são os riscos do desenvolvimento de complicações, como a perda da visão. E qual a melhor forma de obter o diagnóstico logo cedo? Realizando o acompanhamento com o médico oftalmologista. É muito comum que o especialista seja consultado somente na presença de algum sintoma. Ou seja, quando a visão está embaçada ou o olho está inchado ou lacrimejando excessivamente, por exemplo. Mas existe uma série de doenças capazes, inclusive, de causar cegueira, que se desenvolve de forma assintomática. É o caso do glaucoma: não coça, não dói e não provoca qualquer sinal até que esteja em um estágio avançado. Por isso, é muito importante visitar o oftalmologista regularmente, pois somente ele é capaz de identificar qualquer alteração, mesmo que não seja aparente. O ideal é que seja realizada, ao menos, uma consulta por ano para que seja feita uma avaliação. No entanto, esse intervalo pode ser menor na presença de fatores de risco. Quem tem diabetes, hipertensão ou histórico de glaucoma na família pode precisar realizar consultas com uma frequência maior, pois existe o risco aumentado de desenvolvimento de doenças oculares. Uma pesquisa realizada pelo Ibope, com o apoio do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em 2020, constatou que 34% da população brasileira adulta nunca foi ao médico oftalmologista. Infelizmente, cuidar da saúde ocular de forma preventiva ainda não é um hábito em nosso país. Grande parte dos casos de perda da visão poderia ser evitada com acompanhamento médico oftalmológico e diagnóstico precoce. Não se descuide. O melhor momento para cuidar da saúde ocular é agora. Se faz muito tempo que você não visita o médico oftalmologista, aproveite para agendar uma nova consulta o quanto antes. Fonte: vejabem.org Publicação: 23.11.2022
O diabetes é uma doença que afeta os vasos e no olho ele afeta principalmente os vasos da retina. Confira a entrevista completa!

No último dia 14.11 foi o Dia do Diabetes, dia de conscientização sobre a prevenção dessa doença. Dr. Eduardo da Silva Eli participou de entrevista na Rádio Pomerode e falou sobre Diabetes e Retinopatia Diabética. “O diabetes é uma doença que afeta os vasos e no olho ele afeta principalmente os vasos da retina. A retina é uma estrutura que fica na parte interna do olho, chamado fundo de olho, e ela é responsável por nos fazer enxergar. É ela que capta a imagem. O diabetes eleva o enfraquecimento dos vasos da retina ocasionando hemorragias e até infiltração de líquido na retina, o que causa a retinopatia diabética que pode levar uma perda parcial e até total da visão”, alerta Dr. Eduardo. Confira a entrevista completa. Dr. Eduardo se dedica as áreas Catarata adulto e infantil, Retina clínica e cirúrgica e Oftalmologia geral. O Hospital de Olhos de Blumenau localiza-se na Rua 7 de Setembro, 1300 e também conta com unidades em Pomerode (Rua Frederico Weege, 150 – Centro, bem ao lado da Polícia Militar) e em Gaspar (Rua São José, 253 – Sala 212, no Atitude Centro Empresarial). ⠀ Agendamentos pelo WhatsApp (47) 3322.5000. Publicação: 18.11.2022
As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes mais do que as que não portam a doença. Confira!

Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes mais do que as que não portam a doença. A Retinopatia Diabética atinge mais de 75% das pessoas que têm diabetes há mais de 20 anos. Confira os tratamentos: O controle cuidadoso da diabetes com uma dieta adequada, uso de pílulas hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação destes tratamentos, que são prescritos pelo médico endocrinologista, são a principal forma de evitar a Retinopatia Diabética. Fotocoagulação por raios laser: é o procedimento pelo qual pequenas áreas da retina doente são cauterizadas com a luz de um raio-laser na tentativa de prevenir o processo de hemorragia. O ideal é que este tratamento seja administrado no início da doença, possibilitando melhores resultados por isso é extremamente importante a consulta periódica ao oftalmologista. Cuide de sua saúde, cuide da saúde dos seus olhos! No Hospital de Olhos de Blumenau contamos com médicos oftalmologistas que se dedicam as doenças da retina. Agende uma consulta pelo WhatsApp (47) 3322.5000. Fontes: https://diabetes.org.br/ e https://www.cbo.com.br/pacientes/doencas/doencas_retinopatia_diabetica.htm Publicação: 14.11.2022
O que é Ceratocone? Quais as causas e sintomas? Confira!

O QUE É CERATOCONE? O ceratocone é uma patologia ocular, na qual a córnea normalmente arredondada e em forma de cúpula (superfície frontal transparente do olho) se torna cada vez mais fina e protrusa. Isso faz com que uma protuberância em forma de cone se desenvolva na área onde a córnea é mais fina – geralmente no centro ou inferior. Essa alteração, geralmente leva à visão turva e mudanças frequentes no grau dos óculos / lente de contato. A causa exata do ceratocone é desconhecida. Ocorre em cerca de 1 em cada 2.000 pessoas na população em geral. É encontrado em todas as partes do mundo, mas é mais comum em certas populações geográficas e étnicas, como os asiáticos; ocorre aleatoriamente, mas pode ser herdado. O ceratocone geralmente é diagnosticado pela primeira vez em jovens na puberdade ou no final da adolescência. Geralmente é bilateral (ocorrendo nos dois olhos), mas os sintomas podem ser bem diferentes entre os dois olhos; são progressivos por um período de cerca de 10 a 20 anos e depois estabilizam gradualmente. QUAL A CAUSA DO CERATOCONE? A causa exata do ceratocone é desconhecida e provavelmente multifatorial. Isso significa que há uma combinação de vários fatores – ambientais, comportamentais e genéticos que contribuem para a doença. Esfregar os olhos é um dos principais fatores associados à doença. Alterações em múltiplos genes foram associadas ao ceratocone e crianças com parente afetado de primeiro grau têm muito mais probabilidade de desenvolver ceratocone. O mau funcionamento de enzimas que normalmente ajudam a manter a saúde da córnea podem desempenhar algum papel. Todos esses fatores contribuem para o principal problema do ceratocone, que é a estrutura defeituosa do colágeno que resulta em afinamento e irregularidade da córnea. O ceratocone ocorre com mais frequência em pacientes com atopia (asma e eczema) ou alergias oculares graves. QUAIS SÃO OS SINTOMAS? As mudanças na córnea que ocorrem no ceratocone resultam em rápidas mudanças no grau dos olhos, mais comumente agravando a miopia (dificuldade em enxergar longe) e o astigmatismo irregular (perda da curvatura normal do olho). No ceratocone precoce, os pacientes percebem a visão embaçada, geralmente pior à noite. Eles também podem ter fotofobia (sensibilidade à luz) e reclamar de “imagens fantasmas”, listras ou distorções ao redor das luzes. A condição geralmente é indolor, embora possa ocorrer dor e vermelhidão caso uma bolha se desenvolva na córnea (hidropsia). A cicatrização da córnea após uma hidropsia pode causar diminuição da visão. COMO É DIAGNOSTICADO? O ceratocone é diagnosticado através de um exame oftalmológico completo e de um exame da topografia da córnea, que cria um mapa tridimensional digital da superfície da córnea e auxilia à confirmar o diagnóstico. COMO É TRATADO? Casos leves de ceratocone podem ser tratados com óculos ou lentes de contato gelatinosas, mas a maioria dos casos exige lentes de contato rígidas permeáveis a gás (duras) para fornecer a melhor visão. Quando as lentes de contato rígidas não são eficazes ou não são toleradas pelo paciente, outros procedimentos podem ser considerados. Um deles é o crosslinking que promove o endurecimento do colágeno da córnea, fortalece sua estrutura, evitando a progressão do ceratocone. Este tratamento faz com que novas ligações se formem através das bandas de colágeno e resulta em aumento da força da córnea e melhora da forma cônica. Outra alternativa cirúrgica para o ceratocone é o implante de anel intracorneano (anel de Ferrara), que pode ser realizado com a tecnologia à laser (tecnologia de femtosegundo). Os anéis intracorneanos auxiliam na regularização da superfície corneana, deixando-a menos encuarvada. Cerca de 10 a 25% dos pacientes podem apresentar diminuição da visão e cicatrizes graves o suficiente para justificar um procedimento de transplante de córnea. Cirurgia refrativa não é recomendada para pacientes com ceratocone, porque esse tipo de operação pode acelerar o afinamento da córnea. Acompanhamento cuidadoso com oftalmologista é necessário durante e após qualquer tratamento, para garantir que não haja piora, já que as crianças geralmente apresentam doença mais agressiva do que os adultos. Fonte: https://sbop.com.br/ceratocone/ Publicação: 10.11.2022
A saúde ocular infantil merece a nossa atenção

Dr. Armando Nogueira da Cruz Filho participou de entrevista na Rádio Pomerode e falou sobre a saúde ocular das crianças, estrabismo e sobre prevenção. “Não existe uma idade mínima para a ida ao oftalmopediatra. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica recomenda um primeiro exame oftalmológico completo, com dilatação da pupila aos 6 meses de vida, depois com 1 ano, 1 ano e 6 meses e 2 anos, ou seja, um exame semestral até os 2 anos. O objetivo é avaliar três doenças que podem acometer a visão do bebê: a catarata congênita, o glaucoma congênito e a retinoblastoma”, reforça Dr. Armando. Confira a entrevista completa! Dr. Armando se dedica as áreas Estrabismo Clínico e Cirúrgico, Oftalmopediatria e Oftalmologia Clínica. O Hospital de Olhos de Blumenau localiza-se na Rua 7 de Setembro, 1300 e também conta com unidades em Pomerode (Rua Frederico Weege, 150 – Centro, bem ao lado da Polícia Militar) e em Gaspar (Rua São José, 253 – Sala 212, no Centro). ⠀ Agendamentos pelo WhatsApp (47) 3322.5000.⠀⠀ Publicação: 24.10.2022
12.10 | Dia das Crianças. No HOB contamos com um ambiente colorido e profissionais especializados para cuidar da saúde ocular das crianças

Atenção à visão das crianças Veja sinais que podem indicar que seu filho precisa usar óculos e aprenda como garantir a saúde dos olhos dele. Se seu filho tem dificuldade na escola ou vem esbarrando nos móveis de casa, saiba que isso não é apenas uma simples distração. Esses podem ser alertas de que há algum problema de visão com a criança. E não adianta esperar que os pequenos se queixem, já que, geralmente, eles não sabem que poderiam enxergar com mais nitidez e acham que tudo está normal. “O sentido da visão, se desenvolve de forma mais intensa dos 0 aos 2 anos de idade e daí em diante, até os 7 anos. Assim, qualquer alteração no sistema visual, deve ser identificado e corrigido, o mais rápido possível, a fim de evitar a ambliopia” – diz o oftalmopediatra Dr. Armando Nogueira. Anote na agenda: a cada seis meses, a criança precisa passar por uma consulta com um especialista. Só assim, dá para identificar logo cedo se há algum problema de visão. A seguir, confira 4 pontos cruciais para garantir uma boa saúde: 1. Aprendizagem na escola Tanto a miopia (dificuldade de ver de longe) como a hipermetropia (problema para focar em objetos que estão próximos) podem atingir crianças em qualquer idade. O reflexo acaba aparecendo primeiro no desempenho escolar, principalmente na hora de aprender a ler e escrever. No caso da miopia, a criança tende a apertar os olhos ou aproximar os objetos para conseguir enxergar. Já as com hipermetropia não conseguem se manter focadas em um livro por muito tempo porque não vêem as letras com nitidez e pintam fora das bordas do desenho. 2. Coordenação motora Quando um olho tem um grau de miopia ou de hipermetropia maior que o outro, a criança perde a visão de profundidade, o que prejudica a coordenação motora. Com isso, ela tende a esbarrar em móveis, demorar mais tempo para começar a andar e até ter dificuldade de participar de brincadeiras com corrida e bola. 3. Excesso de telas O papo é sério: a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou recentemente uma nova recomendação de tempo de uso de celulares e tabletes por crianças. Até os dois anos, essa exposição deve ser nula (exatamente, nada!). Já entre dois e cinco anos, você pode liberar uma hora por dia e, a partir dessa idade, o máximo é de duas horas e meia. Além de prejudicar a vida social do seu filho, excesso de dispositivos eletrônicos é perigoso porque a luz azul emitida pelas telinhas atrapalha o ciclo do sono e machuca a retina das crianças – e a de adultos também, viu? Raios solares Brincar ao ar livre é ótimo! Porém, os raios UVA e UVB podem lesar a retina dos seus filhos assim como fazem com a pele deles. Vale ensinar as crianças desde cedo que não se deve olhar diretamente para o sol. Conheça um pouco mais de nossos médicos oftalmologistas que se dedicam à oftalmopediatria: Dr. Armando Nogueira da Cruz Filho (Estrabismo Clínico e Cirúrgico, Oftalmopediatria e Oftalmologia Clínica) e;Dra. Roseane da Silva Pavan (Oftalmopediatria e Oftalmologia Clínica). Agende uma consulta para avaliar a saúde ocular de seu filho (a) pelo WhatsApp (47) 3322-5000. Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/especiais/conteudo-de-marca/zeiss-kids-cuidado-com-a-visao-das-criancas.htm Publicação: 12.10.2022