Existe relação entre atividade física e saúde ocular?

Existe relação entre atividade física e saúde ocular

Quando pensamos em atividade física, logo associamos os benefícios ao coração, músculos e à saúde geral do corpo. Mas você sabia que a prática regular de exercícios também pode melhorar a saúde dos seus olhos? Isso mesmo! Manter-se ativo traz benefícios importantes para a visão e pode até ajudar a prevenir doenças oculares.  Neste post, vamos explorar a relação entre atividade física e saúde ocular e como o exercício pode proteger seus olhos no longo prazo. Como a atividade física ajuda os olhos? A prática regular de exercícios físicos tem um impacto positivo no sistema cardiovascular, o que significa que o fluxo sanguíneo é otimizado em todo o corpo – inclusive nos olhos. O aumento da circulação sanguínea leva mais oxigênio e nutrientes para os tecidos oculares, ajudando a manter os olhos saudáveis e funcionando corretamente. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo e natação, são particularmente benéficos para o sistema cardiovascular e, consequentemente, para os olhos. Além disso, a atividade física pode ajudar a regular o nível de glicose no sangue, o que é essencial para pessoas com diabetes, uma das principais causas de problemas oculares como a retinopatia diabética. Prevenção de doenças oculares A atividade física regular pode reduzir o risco de doenças oculares graves, ajudando a manter seus olhos saudáveis por mais tempo. Algumas das doenças que podem ter seu desenvolvimento atrasado são: Glaucoma: O glaucoma é uma condição em que a pressão intraocular aumenta, danificando o nervo óptico. Praticar exercícios regularmente pode ajudar a reduzir a pressão ocular e, portanto, diminuir o risco de desenvolver essa condição. Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI): A DMRI é uma das principais causas de perda de visão em pessoas mais velhas. A prática de exercícios ajuda a manter o fluxo sanguíneo adequado nos olhos, o que pode retardar o aparecimento dessa doença. Retinopatia Diabética: Pessoas com diabetes podem desenvolver retinopatia, que ocorre quando os níveis elevados de açúcar no sangue danificam os vasos sanguíneos da retina. Manter um estilo de vida ativo ajuda a controlar o açúcar no sangue, prevenindo complicações oculares. É importante ressaltar que a atividade física não previne diretamente nenhuma dessas doenças. O que acontece é que um estilo de vida saudável, aliado ao acompanhamento médico e uma dieta balanceada, apresenta benefícios gerais à saúde. Assim sendo, o exercício não é suficiente para controlar casos graves ou avançados de doenças oculares. Controle de doenças sistêmicas Condições como hipertensão e diabetes têm um impacto direto na saúde dos olhos. A prática de exercícios físicos é um dos principais aliados no controle dessas doenças, ajudando a prevenir complicações oculares associadas a elas. Hipertensão: A pressão alta não controlada pode causar danos aos vasos sanguíneos dos olhos, levando a condições como a retinopatia hipertensiva. Exercícios regulares ajudam a manter a pressão arterial sob controle. Diabetes: Manter-se ativo ajuda a regular os níveis de glicose no sangue, diminuindo o risco de retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira entre adultos. Melhora no dia a dia Se você passa muito tempo na frente de uma tela, seja do computador ou do celular, sabe o quanto isso pode cansar os olhos. A prática regular de exercícios físicos ajuda a reduzir a fadiga ocular associada ao uso prolongado de dispositivos digitais.  Quando você se exercita, seus olhos descansam do estresse causado pelas telas, e a circulação sanguínea melhora, ajudando a manter os olhos hidratados e menos propensos a irritações. Porém, é importante manter em sua rotina um período de descanso das telas, geralmente na regra dos 20-20-20 (descansar os olhos a cada 20 minutos, olhando para objetos a 20 metros de distância). Inclua atividade física em sua rotina Não é necessário ser um atleta para colher os benefícios da atividade física. Caso não tenha prática, comece com atividades leves, como caminhadas. Com o passar do tempo, sua resistência vai aumentar, e você pode começar outros tipos de atividades, como ciclismo ou corrida. Além dos benefícios já citados, a atividade física ajuda no relaxamento do corpo. Se você precisa reduzir o estresse, pode praticar ioga, por exemplo. Não há um benefício direto para os olhos, mas indiretamente, o efeito é aplicado em todo o corpo. Cuide de seu corpo e de seus olhos A atividade física é benéfica para o corpo e a mente, além de também desempenhar um papel importante na proteção da saúde ocular. Incorporar exercícios regulares em sua rotina pode ajudar a prevenir doenças oculares graves e a manter seus olhos saudáveis por muito mais tempo. Portanto, mexa-se! Seus olhos agradecem!

As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes mais do que as que não portam a doença. Confira!

Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes mais do que as que não portam a doença. A Retinopatia Diabética atinge mais de 75% das pessoas que têm diabetes há mais de 20 anos. Confira os tratamentos: O controle cuidadoso da diabetes com uma dieta adequada, uso de pílulas hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação destes tratamentos, que são prescritos pelo médico endocrinologista, são a principal forma de evitar a Retinopatia Diabética. Fotocoagulação por raios laser: é o procedimento pelo qual pequenas áreas da retina doente são cauterizadas com a luz de um raio-laser na tentativa de prevenir o processo de hemorragia. O ideal é que este tratamento seja administrado no início da doença, possibilitando melhores resultados por isso é extremamente importante a consulta periódica ao oftalmologista. Cuide de sua saúde, cuide da saúde dos seus olhos! No Hospital de Olhos de Blumenau contamos com médicos oftalmologistas que se dedicam as doenças da retina. Agende uma consulta pelo WhatsApp (47) 3322.5000. Fontes: https://diabetes.org.br/ e https://www.cbo.com.br/pacientes/doencas/doencas_retinopatia_diabetica.htm Publicação: 14.11.2022

14.11 | Dia Mundial do Diabetes

14.11| Dia Mundial do Diabetes A retinopatia diabética ocorre devido à alteração dos vasos que nutrem a retina, tecido interno do olho responsável pela formação de imagens. O nível elevado de glicose no sangue pode levar ao fechamento progressivo nos vasos dessa camada, prejudicando a oxigenação das células, podendo levar a hemorragias. Existem diferentes níveis de retinopatia diabética, e nos casos mais avançados pode ocorrer perda visual severa. Diante desses riscos, o paciente, assim que detectado com o diabetes – seja tipo 1, tipo 2 ou gestacional – deve realizar uma avaliação com um médico oftalmologista, mesmo que não haja indício de doença ocular. Também é importante ter em mente que esse acompanhamento deve ser contínuo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil possui 16 milhões de pessoas com diabetes e, de acordo com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 40% das pessoas com diabetes são afetadas pela retinopatia diabética. Cuide da sua saúde, cuida da saúde dos seus olhos. Publicação: 14.11.2021

Saiba mais sobre o Diabetes e como essa doença pode prejudicar a visão

Não deixe que o diabetes te impeça de guardar o que há de melhor através dos seus olhos. Dia 14 de novembro é o dia Mundial do Diabetes. Compartilharemos importantes informações sobre o tema. Acompanhe! Diabetes Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz.Mas o que é insulina? É um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto –  a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos. Seus olhos registram todos os melhores momentos que você viveu até hoje. O diabetes, no entanto, pode te impedir de guardar esses momentos. Não deixe que isso aconteça. Diabetes x Olhos O diabetes é uma doença complexa e progressiva que afeta os vasos sanguíneos do olho. Um material anormal é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos da retina, que é a região conhecida como “fundo de olho”, causando estreitamento e às vezes bloqueio do vaso sanguíneo, além de enfraquecimento da sua parede, o que ocasiona deformidades conhecidas como microaneurismas. Esses microaneurismas frequentemente rompem ou extravasam sangue causando hemorragia e infiltração de gordura na retina. A retinopatia pode levar a uma perda parcial ou total da visão. Fique de olho nas próximas publicações. Abordaremos um pouco mais sobre Retinopatia Diabética. Retinopatia Diabética A retinopatia diabética se caracteriza pelo acúmulo de açúcar nos vasos sanguíneos que irrigam a retina. Este acúmulo vai aos poucos deteriorando as células, que ficam mais permeáveis e acabam formando edemas na retina. Além disso, ocorre acúmulo de material na parede dos vasos, levando a um bloqueio da passagem de sangue até que ocorra um vazamento (hemorragia). Tais lesões podem levar à distorção das imagens captadas pela retina, que é a parte do olho responsável pela captação da imagem e seu envio ao cérebro.⠀ ⠀ Vale lembrar ainda que não se trata de uma doença ligada à idade. A retinopatia atinge também adolescentes e adultos jovens, caso eles não controlem bem a taxa glicêmica.⠀ Além disso, os diabéticos apresentam um risco de perder a visão 25 vezes maior do que as que não portam a doença. A retinopatia diabética atinge mais de 75% das pessoas com diabetes há mais de 20 anos. 14.11 – Dia Mundial do Diabetes Conheça os tratamentos para o diabetes e retinopatia diabética O controle cuidadoso do diabetes com uma dieta adequada, uso de pílulas hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação desses tratamentos, prescritos pelo médico endocrinologista, são a principal forma de evitar a retinopatia diabética. Fotocoagulação por raio laser: é o procedimento pelo qual pequenas áreas da retina doente são cauterizadas com a luz de um raio-laser na tentativa de prevenir o processo de hemorragia. O ideal é que esse tratamento seja administrado no início da doença, possibilitando melhores resultados, por isso é extremamente importante a consulta periódica ao oftalmologista. Outra forma de tratamento é a Injeção Intravítrea ou Intraocular, É um procedimento médico que causa um desconforto mínimo e vem sendo essencial no combate à cegueira. Como é feito o procedimento? É feita a injeção no olho liberando medicamentos específicos no Vítreo (ou Humor Vítreo). Em novembro, vestimos azul contra o diabetes! Fontes: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia e SBD – Sociedade Brasileira de Diabetes. Publicação: 09.11.2020

Eletrorretinograma

A retina é a estrutura responsável por captar as imagens que chegam aos olhos e transformá-las em sinais elétricos enviados ao cérebro. Qualquer comprometimento em suas camadas pode afetar diretamente a qualidade da visão, nem sempre de forma perceptível nas fases iniciais. O eletrorretinograma investiga a função da retina em todas as suas camadas, avaliando como ela responde aos estímulos visuais. É um exame de grande valor tanto na avaliação preventiva quanto no acompanhamento prognóstico de doenças retinianas. O exame tem papel importante na investigação de doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão arterial, permitindo avaliar o impacto dessas condições sobre a função da retina antes que alterações mais graves se instalem. É também ferramenta relevante na investigação da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e na avaliação da visão subnormal. Indicações Agende seu exame Se você foi encaminhado para o eletrorretinograma ou tem diabetes, hipertensão e ainda não avaliou o impacto dessas condições na sua visão, entre em contato com o HOB.  

Doenças do Nervo Óptico

As desordens do nervo óptico ou neuropatias ópticas englobam um grupo de doenças que podem ameaçar seriamente a visão. Elas podem ocorrer de forma isolada ou fazer parte de um quadro neurológico ou sistêmico. Além do glaucoma, que também atinge o nervo óptico num padrão característico, as principais neuropatias ópticas são: Papiledema – Termo utilizado para designar o edema do nervo óptico secundário à hipertensão intracraniana. Na maioria dos casos é bilateral e geralmente está associado à cefaleia e diplopia (visão dupla). Deve ser bem investigado para afastar a possibilidade de lesões tumorais ou expansivas do sistema nervoso central. Neurite óptica – Geralmente decorrente de processo inflamatório que atinge o nervo óptico em que o paciente apresenta baixa visual e dor à movimentação ocular. Pode ser secundária à doença desmielinizante, em especial a esclerose múltipla. Neuropatia óptica isquêmica – Representa o infarto do nervo óptico, é mais comum em idosos e se caracteriza por perda súbita e edema de disco óptico. Pode estar associada à doença reumatológica, no caso da neuropatia óptica arterítica ou ser uma condição multifatorial na afecção não arterítica. Neste último caso, pacientes hipertensos, tabagistas e com doença ateroesclerótica apresentam risco maior de desenvolver a doença. O nervo óptico também pode ser afetado por doenças oculares como as uveítes, pelo uso de drogas e medicamentos como o embutamol e a isoniazida e por doenças sistêmicas como a diabetes. Dr. Marcus Grigato Campos

Catarata

Catarata é a opacidade do cristalino (lente natural do olho), podendo ser localizada ou generalizada. Geralmente atua de maneira progressiva, iniciando com diminuição da acuidade visual, mesmo com a utilização de recursos ópticos, sejam óculos ou lente de contato. A catarata pode ser observada na pupila que, devido à patologia, torna-se esbranquiçada ou amarelada. Além de causar diminuição da visão, a catarata também provoca ofuscamento e diminuição da percepção das cores. Pode se apresentar bilateralmente, de maneira congênita ou adquirida, que é a forma mais frequente. Ainda nos dias de hoje, a catarata é a maior causa de cegueira no mundo. CAUSASAs cataratas adquiridas ocorrem, geralmente, em pessoas acima de 60 anos, também sendo conhecidas como cataratas senis. Traumas oculares, uso de corticoesteroides, inflamações intraoculares, exposição excessiva à radiação ultravioleta e diversas doenças associadas, como o diabetes, por exemplo, são causas conhecidas para o surgimento dessa patologia. TRATAMENTOO tratamento disponível e reconhecido cientificamente para a catarata é a intervenção cirúrgica para a remoção do cristalino opaco. As técnicas conhecidas são a facectomia extracapsular e a facoemulsificação. Para a cirurgia são realizados exames pré-operatórios, os quais vão determinar o grau e o tipo de lente intraocular para implante, bem como a melhor técnica a ser escolhida. A recuperação pós-cirúrgica é rápida e geralmente sem intercorrências, proporcionando a melhora da qualidade visual do paciente. Fique atento aos sintomas da catarata. Caso tenha idade acima de 60 anos, faça uma avaliação dos seus olhos anualmente.

Retinografia Fluorescente

Alguns problemas na circulação dos vasos da retina não são visíveis ao exame clínico convencional. A retinografia fluorescente resolve essa limitação ao registrar dinamicamente o fluxo sanguíneo no fundo do olho, tornando visíveis alterações que de outra forma passariam despercebidas. O exame utiliza um contraste chamado fluoresceína sódica, injetado em uma veia do braço ou do dorso da mão. O contraste percorre a corrente sanguínea e evidencia os vasos do fundo do olho, que são então fotografados e documentados para análise médica. Indicações As principais indicações são a retinopatia diabética, as doenças oclusivas da retina, como obstrução da veia ou da artéria retiniana, e a degeneração macular relacionada à idade. O exame é utilizado tanto para o diagnóstico quanto para orientar a abordagem terapêutica das doenças. Outras indicações, organizadas por categoria: Patologias vasculares Diabetes, hipertensão arterial sistêmica, vasculopatias, oclusões vasculares e anemia falciforme. Processos inflamatórios Retinites, coroidites, neurites e neuropatias, pars planites e esclerite posterior. Processos degenerativos Degenerações maculares, distrofias retinianas e retinose pigmentar. Tumores Tumores oculares, nevus de coroide, melanomas, hemangiomas, hamartomas e osteomas. Outros Traumas oculares, altas miopias, miopias degenerativas, hemorragias intraoculares e doenças metabólicas, endócrinas, hematológicas e reumatológicas. O que esperar após o exame A fluoresceína é um contraste de alto perfil de segurança e não contém iodo, podendo ser utilizada em pacientes com histórico de alergia a esse composto. Durante o exame, alguns pacientes podem sentir náuseas passageiras. Nas horas seguintes ao procedimento, é normal que a pele fique levemente amarelada e a urina mais escura. Esses efeitos são temporários e desaparecem em até 24 horas, conforme o contraste é eliminado pelo organismo. Em casos raros, podem ocorrer reações alérgicas à fluoresceína. A equipe do HOB está preparada para monitorar o paciente durante todo o procedimento. Agende seu exame Se você foi encaminhado para a retinografia fluorescente ou acompanha alguma das condições listadas acima, entre em contato com o HOB. Nossa equipe orienta sobre o preparo e agenda seu exame com agilidade.

Retinografia

Doenças como diabetes e hipertensão afetam os vasos sanguíneos de todo o corpo, incluindo os da retina. Muitas vezes, essas alterações se instalam silenciosamente e só são identificadas por meio de exames de imagem do fundo do olho. A retinografia é o exame que realiza essa documentação fotográfica, auxiliando no diagnóstico e no acompanhamento de diversas condições oculares. O exame fotografa o fundo do olho com precisão, permitindo ao médico avaliar a retina, os vasos sanguíneos e o nervo óptico em detalhe. Para o estudo específico do nervo óptico, utiliza-se a estereofoto de papila, uma fotografia em três dimensões que permite analisar forma, tamanho, coloração, contornos e relevo da papila óptica. Indicações Agende seu exame Se você tem diabetes, hipertensão ou histórico de doenças da retina e não realiza uma avaliação do fundo do olho há mais de um ano, entre em contato com o HOB e agende seu exame.