Retina: novos tratamentos melhoram a visão em doenças graves

Pacientes com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), Retinopatia Diabética e Doenças Vasculares da Retina (entre elas trombose da veia central / ramo de veia da retina) enfrentam grandes dificuldades no que diz respeito a tratamentos efetivos.

Cirurgia Refrativa a Laser

A Cirurgia Refrativa a Laser usa um raio de luz para remodelar suavemente a superfície do olho (a córnea) para ajudar a melhorar a visão. A luz laser pulsa suavemente para remover uma quantidade microscópica de tecido, alterando a curvatura da córnea e possibilitando que as imagens visuais sejam melhor focalizadas na retina. Cirurgia Refrativa é aquela que corrige erros de refração, ou seja, imperfeições que afetam a visão (miopia, hipermetropia e astigmatismo). Atualmente, é realizada através de um equipamento (um sistema de laser) que emite um tipo específico de laser, o Excimer Laser. A correção da visão com laser é um procedimento cirúrgico fácil e virtualmente indolor, que dura poucos minutos. Técnicas CirúrgicasA Técnica Cirúrgica PRK começa com a remoção da camada exterior da córnea. O Oftalmologista remove esta camada com uma pequena espátula ou com uma escova rotatória. A Técnica Cirúrgica LASIK começa com a criação de um flap corneano feito com um microcerátomo. Então, o médico reposiciona sua cabeça e ativa o rastreador ocular. Ele pedirá que olhe diretamente para uma luz piscante. O laser removerá uma pequena quantidade de tecido da córnea. O rastreador seguirá os movimentos oculares e fará com que o laser continue o tratamento. É importante continuar ainda olhando para a luz piscante enquanto durar o tratamento. Depois que a cirurgia com o laser terminar, o médico colocará algumas gotas de colírio no olho. Para sua proteção e conforto, ele cobrirá o olho com uma lente de contato terapêutica na cirurgia de PRK. Em alguns casos de LASIK, também se coloca essa lente terapêutica no olho para ajudar a cicatrizar pequenas abrasões. A cirurgia é indolor, pois é aplicado o colírio anestésico, cujo efeito dura cerca de 45-60 minutos. Depois deste tempo, seus olhos podem ficar sensíveis por alguns dias. O Oftalmologista prescreverá um colírio antiinflamatório para facilitar sua recuperação.   Veja abaixo o vídeo de uma cirurgia refrativa – Fonte: Alcon

Roturas Retinianas

As roturas ou buracos retinianos são pequenos rasgos que geralmente ocorrem na periferia da retina, que é o tecido que reveste o fundo do olho. Elas ocorrem por descolamento do vítreo (o gel que preenche o interior do olho) quando esse se separa da retina, exercendo uma tração e provocando seu rompimento. Essa tração pode ocorrer espontaneamente ou ser provocada por trauma ocular. Outros fatores como doenças inflamatórias do olho, alta miopia, degenerações periféricas da retina e diabetes também podem predispor à rotura da retina. Os principais sintomas presentes em casos de roturas são a visão de flashes de luz e manchas escuras súbitas parecendo sujeira ou “moscas volantes”. Nem todos os casos de tração retiniana irão provocar roturas da retina, mas os pacientes que apresentam sintomas ou história recente de trauma perto dos olhos devem procurar um oftalmologista, para que possam ser submetidos ao exame de mapeamento de retina ou ultrassonografia ocular e instituir o tratamento quando necessário. As roturas retinianas não tratadas, frequentemente, evoluem para o descolamento da retina que pode acarretar perda total da visão. Em casos de rotura diagnosticada, o tratamento geralmente é feito com fotocoagulação a laser de argônio que aumenta a aderência da retina ao fundo do olho evitando o descolamento. Nos casos em que não é possível a aplicação do laser pode ser feita uma crioterapia. Infelizmente, alguns casos de roturas retinianas já se apresentam com descolamento da retina de imediato, necessitando tratamento cirúrgico. Nesses casos, a cirurgia de retinopexia deve ser realizada em tempo hábil, uma vez que o tratamento tardio pode deixar sequelas irreversíveis na visão.   Dr. Marcus Grigato Campos

Angiografia com Indocianina Verde

Pacientes com suspeita de alterações na região macular, especialmente aqueles com degeneração macular, frequentemente precisam de um exame que enxergue além do que a retinografia convencional alcança. A angiografia com indocianina verde foi desenvolvida para esse fim. O exame proporciona a documentação fotográfica da circulação na coroide com o uso intravenoso do corante indocianina verde. É complementar à retinografia fluorescente e permite avaliar com maior riqueza de detalhes a região macular, a parte mais nobre da retina. Hemorragias abaixo da retina, comuns na degeneração macular, geralmente só são detectadas com a utilização desse corante. Como é realizado O contraste é injetado em uma veia do antebraço ou do dorso da mão. Em seguida, fotografias digitais são obtidas do fundo do olho com as pupilas previamente dilatadas. Contraindicação Este exame não é indicado para pacientes com alergia comprovada a frutos do mar ou a produtos que contenham iodo em sua formulação. Informe sua equipe de atendimento sobre qualquer alergia conhecida antes de agendar o procedimento. Indicações Agende seu exame Se você foi encaminhado para este exame ou tem dúvidas sobre sua saúde macular, entre em contato com o HOB. Nossa equipe orienta sobre o preparo e agenda seu atendimento com agilidade.

O que é Uveíte?

Uveíte é uma inflamação da parte dos olhos que acomete o trato uveal, que é composto por: íris (estrutura que dá cor aos olhos), corpo ciliar e coroide (composto basicamente por vasos sanguíneos). Quando ocorre o acometimento inflamatório de uma destas estruturas ou o conjunto das mesmas, denomina-se uveíte. As causas de inflamação do trato uveal podem ser: traumáticas, infecciosas, tumorais e autoimunes. Lacerações corneanas, perfuração ocular, queimaduras químicas e físicas e corpos estranhos intraoculares são exemplos de uveítes traumáticas. Dentre as causas infecciosas, a toxoplasmose destaca-se como a de maior incidência em nosso meio. Metástases ou tumores primários oculares são responsáveis pelas uveítes tumorais ou síndromes de mascaramento. Doenças sistêmicas como artrite reumatóide juvenil, espondiloartropatia soro-negativas, doença de Behçet e outras doenças imunes são etiologias de uveítes autoimunes. O principal sinal de uma uveíte é o olho vermelho, devido ao processo inflamatório – mas pode não acontecer em todos os casos. Inicialmente, o paciente com uveíte pode visualizar pequenos pontos que se movimentam de acordo com a posição do olho, e estes, com a incidência da luz formam pequenas sombras flutuantes na retina, sendo chamados de moscas volantes. Se ocorrer aumento progressivo destas moscas volantes, pode ser um sintoma indicativo de atividade inflamatória. O embaçamento visual e a dor também são sintomas de uveíte. A realização do diagnóstico é o primeiro passo para o tratamento das uveítes. A partir disso traça-se o esquema terapêutico. O tratamento pode ser feito com colírios, medicamentos orais e/ou endovenosos. Em alguns casos, devido ao agente etiológico e a gravidade da inflamação, realiza-se tratamento em regime hospitalar com a internação do paciente e administração de medicamentos. As uveítes são doenças inflamatórias oculares que podem levar à baixa visual e à cegueira quando não tratadas. Podem causar cegueira devido às complicações ocasionadas pelo processo inflamatório que podem acarretar um desarranjo arquitetônico das estruturas intraoculares, levando a uma baixa visual reversível ou irreversível. Catarata, glaucoma, descolamento de retina, membranas retinianas, atrofia óptica, oclusões vasculares e atrofia de globo ocular são exemplos de complicações causadas por uveítes. Essa inflamação acomete indivíduos de qualquer idade, sexo e classe social. O diagnóstico é de essencial importância para o tratamento e prevenção das crises de uveítes. Em casos de olho vermelho, dor, moscas volantes e embaçamento visual, procure seu oftalmologista. Lembre- se: as uveítes têm tratamento, quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico.   Dr. Cristiano Coelho Ludvig é especialista em Uveítes

Moscas volantes e descolamento do vítreo

No dia a dia da oftalmologia é muito comum atender pacientes que relatam perceber manchas escuras ou “mosquinhas” flutuantes na visão. Estas alterações são mais percebidas em ambientes com mais claridade e boa iluminação e são conhecidas como “moscas volantes”, pois se movimentam de um lado para o outro e parecem acompanhar a visão. As moscas volantes são opacidades que se localizam no vítreo, que é o gel transparente que preenche o segmento posterior do globo ocular e está em contato com a retina. A sensação do paciente é que as manchas estão do lado de fora do olho, no entanto, o que se percebe é a sombra que essas opacidades projetam na retina. Com o passar do tempo, também por influência de outros fatores como trauma e miopia, o vítreo pode se descolar total ou parcialmente da retina. Este processo é natural na grande maioria dos pacientes, porém, em uma pequena porcentagem dos casos, o vítreo pode se descolar e tracionar a retina provocando rasgaduras e até sangramento no interior do olho. Neste momento, o paciente pode perceber um aumento das opacidades flutuantes ou “mosquinhas” e também fotopsias que são flashes luminosos na periferia do campo visual. O paciente deve estar atento a estes sintomas e procurar um oftalmologista, que realizará o exame de fundo do olho com mapeamento da retina e, muitas vezes, com ultrassonografia, com o intuito de identificar lesões que podem levar ao descolamento da retina ou diagnosticar doenças inflamatórias, como as uveítes. Em caso de rasgadura ou ruptura da retina, é indicado como tratamento a fotocoagulação a laser, para diminuir a chance de descolamento e evitar a necessidade de cirurgia. Embora não haja tratamento específico para as “moscas volantes”, e, na maioria das vezes não representem doença grave, o paciente deve ser examinado e orientado sobre os sinais de possíveis complicações.   Dr. Marcus Grigato Campos

Hipertensão Ocular

O hipertenso ocular é uma pessoa que tem pressão ocular alta, a qual não é observada com os exames de rotina, nem uma alteração estrutural do nervo óptico, nem da camada de fibras nervosas da retina. Também não há alteração funcional do campo visual.     Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Urgência em Oftalmologia

A visão é o mais importante sentido do ser humano, pois é dela que há a integração do indivíduo com o meio ambiente, uma vez que 80% das informações para que se realize a aprendizagem são obtidas por seu intermédio. Portanto, qualquer situação de acidente ocular, como trauma direto, desconforto e alteração brusca da fisiologia da visão, deve ser tratado como urgência oftalmológica. O olho possui vários mecanismos protetores naturais. Ele está numa cavidade óssea e possui pálpebras e cílios para desviar as partículas com seus rápidos reflexos de piscar. Além disso, está coberto na sua porção frontal por uma membrana transparente denominada conjuntiva, a qual previne a entrada de partículas estranhas para trás do globo ocular. A prevenção é o melhor meio para evitar acidentes oculares: – Brincadeiras inadequadas, o uso de objetos pontiagudos, estilingue, flecha, tesouras, vidros, fogos de artifício, substâncias químicas como material de limpeza (água sanitária, álcool, detergente, soda cáustica) devem ser evitados e ficar principalmente longe das crianças; – Ter boa higiene pessoal; – Não esfregar os olhos com as mãos sujas; – Usar óculos de proteção nas indústrias ou doméstico, quando os olhos estão sujeitos a receberem partículas voadoras, faíscas ou sprays. Como urgências oftalmológicas mais comuns, temos qualquer situação de olho vermelho como corpo estranho nos olhos, conjuntivites bacterianas, virais, químicas e alérgicas, hordéolo (vulgo viúvo), inflamações corneanas, ceratites relacionadas com o uso de lentes de contato, infecções intraoculares – “uveítes”. Após qualquer trauma ocular, se a pessoa sentir dor, apresentar olho vermelho e baixa acuidade visual, pode ter havido perfuração no globo ocular e, nesse caso, não deverá tocar ou mexer no olho lesado, não usar pomada, só fazer tampão e procurar a urgência oftalmológica. As queimaduras podem ser causadas pela luz, olhando diretamente para o sol ou para um eclipse solar, que pode queimar a retina e provocar baixa visão permanente. Temos também, muito frequentes, as queimaduras dos olhos por exposição à solda elétrica. As queimaduras por produtos químicos domésticos e industriais são graves por destruírem por vezes os delicados tecidos dos olhos em poucos segundos. Nesse caso, deve-se utilizar um leve fluxo de água de uma torneira, lavando os olhos continuamente por pelo menos 20 minutos e procurar o serviço de urgência oftalmológica. Dr. Vilmar Müller é o Diretor Técnico do Hospital de Olhos de Blumenau FUNCIONAMENTO DA URGÊNCIA OFTALMOLÓGICA HORÁRIO DE ATENDIMENTO DA URGÊNCIA OFTALMOLÓGICA De segunda a sexta-feira das 8h às 11h30min e das 14h às 18h30min. Sábados domingos e feriados das 10h às 11h e das 18h às 19h. Demais horários, sobreaviso médico somente para casos que necessitem de cirurgia ocular de urgência. Mais informações: (47) 3322-5000 | (47) 98404.0850 Agende sua consulta eletiva pelo WhatsApp: (47) 3322.5000. Publicação: 05.07.2022

OCT – Tomografia de Coerência Óptica

A retina é uma estrutura formada por dez camadas de membranas e células, localizada no segmento posterior do olho. É ela a responsável por transformar os estímulos luminosos em sinais elétricos que percorrem o nervo óptico até o cérebro, onde a imagem é finalmente interpretada. Qualquer alteração nessas camadas pode comprometer a visão de forma progressiva e, muitas vezes, silenciosa. A tomografia de coerência óptica permite visualizar as estruturas da retina em cortes seccionais tridimensionais, com nível de detalhe que nenhum outro exame de imagem ocular oferece de forma não invasiva. É um exame essencial tanto para o diagnóstico quanto para o acompanhamento de doenças da retina e do nervo óptico. OCT no diagnóstico e acompanhamento do glaucoma Para o glaucoma, o equipamento gera informações volumétricas e dimensionais do nervo óptico, incluindo volume da escavação, área do disco, área da escavação e área da rima neural. Analisa também a camada de fibras nervosas ao redor do nervo óptico e, com base em um banco de dados normativos por faixa etária, identifica regiões com alterações estruturais suspeitas, mesmo em casos incipientes em que o campo visual ainda não apresenta defeitos detectáveis. OCT nas doenças maculares Em patologias com edema macular, como retinopatia diabética e DMRI, o exame permite quantificar a espessura da retina na região foveal e acompanhar sua evolução ao longo do tempo, comparando resultados de diferentes datas. É ferramenta indispensável para pacientes candidatos a injeção intravítrea ou que já realizaram o procedimento, fornecendo dados objetivos sobre a resposta ao tratamento e a necessidade de intervenções futuras. Indicações Agende seu exame Se você está em acompanhamento para glaucoma, retinopatia diabética, DMRI ou foi indicado para injeção intravítrea, o OCT é parte fundamental do seu cuidado. Entre em contato com o HOB e agende seu exame com nossa equipe especializada.

Retinografia Fluorescente

Alguns problemas na circulação dos vasos da retina não são visíveis ao exame clínico convencional. A retinografia fluorescente resolve essa limitação ao registrar dinamicamente o fluxo sanguíneo no fundo do olho, tornando visíveis alterações que de outra forma passariam despercebidas. O exame utiliza um contraste chamado fluoresceína sódica, injetado em uma veia do braço ou do dorso da mão. O contraste percorre a corrente sanguínea e evidencia os vasos do fundo do olho, que são então fotografados e documentados para análise médica. Indicações As principais indicações são a retinopatia diabética, as doenças oclusivas da retina, como obstrução da veia ou da artéria retiniana, e a degeneração macular relacionada à idade. O exame é utilizado tanto para o diagnóstico quanto para orientar a abordagem terapêutica das doenças. Outras indicações, organizadas por categoria: Patologias vasculares Diabetes, hipertensão arterial sistêmica, vasculopatias, oclusões vasculares e anemia falciforme. Processos inflamatórios Retinites, coroidites, neurites e neuropatias, pars planites e esclerite posterior. Processos degenerativos Degenerações maculares, distrofias retinianas e retinose pigmentar. Tumores Tumores oculares, nevus de coroide, melanomas, hemangiomas, hamartomas e osteomas. Outros Traumas oculares, altas miopias, miopias degenerativas, hemorragias intraoculares e doenças metabólicas, endócrinas, hematológicas e reumatológicas. O que esperar após o exame A fluoresceína é um contraste de alto perfil de segurança e não contém iodo, podendo ser utilizada em pacientes com histórico de alergia a esse composto. Durante o exame, alguns pacientes podem sentir náuseas passageiras. Nas horas seguintes ao procedimento, é normal que a pele fique levemente amarelada e a urina mais escura. Esses efeitos são temporários e desaparecem em até 24 horas, conforme o contraste é eliminado pelo organismo. Em casos raros, podem ocorrer reações alérgicas à fluoresceína. A equipe do HOB está preparada para monitorar o paciente durante todo o procedimento. Agende seu exame Se você foi encaminhado para a retinografia fluorescente ou acompanha alguma das condições listadas acima, entre em contato com o HOB. Nossa equipe orienta sobre o preparo e agenda seu exame com agilidade.