Perda gradual da visão: conheça a retinose pigmentar

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A retinose pigmentar (RP) é uma doença genética rara que afeta a retina, a camada sensível à luz na parte posterior do olho. Com o tempo, essa condição leva à degeneração progressiva das células fotossensíveis (cones e bastonetes), causando perda gradual da visão. A RP pode variar em gravidade e velocidade de progressão, mas, em muitos casos, pode resultar em perda significativa da visão. Neste post, vamos explicar o que é a retinose pigmentar, como ela afeta a visão, seus sintomas, diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis. O que causa a doença? A retinose pigmentar é uma condição hereditária transmitida por meio de mutações genéticas. Existem várias formas da doença, que podem ser herdadas de maneiras diferentes, incluindo: Autossômica recessiva: A pessoa herda um gene mutante de cada pai. Autossômica dominante: Apenas um gene mutante, herdado de um dos pais, é suficiente para causar a doença. Ligada ao cromossomo X: O gene mutante é passado pela mãe e geralmente afeta os filhos homens mais gravemente. As mutações afetam a função das células fotossensíveis da retina, especialmente os bastonetes, que são responsáveis pela visão em condições de pouca luz. Conforme a doença progride, os cones, responsáveis pela visão de cores e detalhes finos, também são afetados. Sintomas da retinose pigmentar Os sintomas da retinose pigmentar costumam aparecer na infância ou na adolescência e se agravam com o tempo. Porém, existem algumas formas de RP que aparecem somente na idade adulta. No entanto, a progressão da doença pode variar de pessoa para pessoa. Os principais sintomas incluem: Visão noturna prejudicada: Um dos primeiros sinais da RP é a dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz, como ao dirigir à noite ou ao caminhar em locais mal iluminados. Perda da visão periférica: Conforme a doença progride, o campo de visão começa a se estreitar, criando o que é conhecido como “visão de túnel”. As pessoas afetadas podem perceber dificuldade para enxergar lateralmente. Visão central comprometida: Nos estágios mais avançados da retinose pigmentar, a visão central pode ser afetada, prejudicando atividades que exigem detalhes finos, como ler ou reconhecer rostos. Sensibilidade à luz: Algumas pessoas com RP podem desenvolver fotofobia (sensibilidade exagerada à luz), o que dificulta a permanência em ambientes muito iluminados. Perda da percepção de cores: À medida que os cones da retina são danificados, a percepção de cores pode diminuir, tornando as cores mais desbotadas e menos vibrantes. Vale dizer que, para algumas pessoas, o comprometimento inicial é assintomático, sendo identificado apenas com exames detalhados. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico da retinose pigmentar geralmente é feito por um oftalmologista especializado em doenças da retina. O oftalmologista então pedirá uma avaliação completa dos olhos. Estes são alguns dos exames principais para determinar a retinose pigmentar: Exame de fundo de olho: O médico examina a retina para verificar a presença de pigmentos anormais, típicos da retinose pigmentar. Eletrorretinograma (ERG): Esse teste mede a resposta da retina à luz, avaliando o funcionamento das células fotossensíveis. Testes de campo visual: Esses exames verificam a extensão da perda de visão periférica, característica da retinose pigmentar. Teste genético: Pode ser recomendado para identificar a mutação genética específica responsável pela doença, ainda que seja difícil determinar a progressão a partir desses testes. Tratamento da retinose pigmentar Não há cura para a retinose pigmentar. Entretanto, existem opções de tratamento que podem ajudar a retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente. Alguns dos tratamentos são: Suplementação de vitamina A: Em alguns casos, a suplementação com doses controladas de vitamina A pode retardar a progressão da doença. No entanto, deve ser feita sob supervisão médica, pois o excesso de vitamina A pode ser prejudicial, especialmente para o fígado. Jamais faça suplementação sem acompanhamento profissional. Apoio com dispositivos de visão: Óculos de sol com lentes especiais podem ajudar a reduzir a sensibilidade à luz. Dispositivos auxiliares, como lupas e tecnologias de ampliação, ajudam na leitura e outras atividades diárias. No entanto, cada caso é um caso. Apenas seu oftalmologista pode dizer o que é melhor para você. Terapias gênicas: Pesquisas recentes têm explorado o potencial das terapias gênicas para corrigir mutações genéticas específicas em pessoas com retinose pigmentar. Embora ainda em estágio experimental, essas terapias trazem esperança de novos tratamentos no futuro. Se notar sintomas, procure um especialista A retinose pigmentar é uma doença ocular complexa e hereditária que resulta em perda progressiva da visão. Embora não haja cura atualmente, diagnósticos precoces e tratamentos adequados podem retardar sua progressão e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Consultar um oftalmologista regularmente e estar atento aos sintomas são passos importantes para gerenciar essa condição. Se você ou alguém que você conhece apresenta sinais de retinose pigmentar, agende uma consulta com um especialista em retina para avaliação e orientações sobre as opções de tratamento disponíveis.

Entendendo o descolamento de retina

Entendendo o descolamento de retina

O descolamento de retina é uma condição ocular grave que ocorre quando a retina (a camada fina de tecido na parte de trás do olho) se separa do lugar onde deveria estar. Sem tratamento imediato, pode resultar em perda permanente da visão. Por este motivo, o descolamento de retina é considerado uma emergência oftalmológica. Neste post, vamos explorar as causas, sintomas e tratamentos disponíveis para o descolamento de retina, um problema não tão frequente, mas de grande importância médica. Leia com atenção e proteja sua saúde ocular. O que é o descolamento de retina? O descolamento de retina acontece quando a retina se desloca do local onde está normalmente fixada. Esse problema pode ocorrer devido a um rasgo ou buraco na retina, que permite a entrada e o acúmulo de líquido atrás dela, levando ao descolamento. Quando isso acontece, a retina perde o acesso aos nutrientes e oxigênio necessários para se manter saudável. Causas do descolamento de retina São muitas as causas para o descolamento de retina. Algumas são naturais, outras envolvem condições preexistentes. Confira as principais causas do descolamento de retina: Trauma: Lesões na cabeça ou nos olhos podem causar o descolamento. Mudanças relacionadas à idade: O vítreo, o gel que preenche o olho, pode encolher e puxar a retina após uma certa idade. Condições de saúde preexistentes: Diabetes avançado e doenças inflamatórias oculares são condições agravantes e possíveis causadoras do descolamento. Miopia grave: Pessoas com alta miopia têm maior risco de desenvolver descolamentos de retina. Principais sintomas É crucial reconhecer os sintomas precocemente para aumentar as chances de recuperação completa. Por se tratar de uma emergência médica, identificar que os sintomas são de descolamento de retina ajuda na hora de receber tratamento. Os principais sintomas são: Aparição súbita de pontos ou linhas flutuantes. Flashes de luz no campo de visão. Sombra ou cortina obscurecendo parte do campo de visão. Redução súbita da visão. Vale ressaltar que os danos causados pelo descolamento de retina podem ser minimizados ou até mesmo evitados quando o problema é identificado e atendido rapidamente. Tratamento para descolamento de retina O tratamento do descolamento de retina é quase sempre cirúrgico e deve ser realizado o quanto antes para evitar perda de visão permanente. Os principais procedimentos são a retinopexia pneumática, que consiste em injetar gás dentro do olho para empurrar a retina de volta ao lugar; cerclagem escleral, no qual uma banda de silicone é usada para pressionar o exterior do olho contra a retina; e vitrectomia, que é a remoção do vítreo (um fluido gelatinoso que ocupa a parte de dentro do olho) e sua substituição por gás ou por uma solução salina, de forma a manter a retina no lugar. Prevenção e cuidados Em grande parte dos casos, o descolamento de retina não pode ser prevenido. No entanto, caso você possua condições como miopia grave, diabetes avançado, ou outras doenças preexistentes, é importante fazer exames regulares. Nas visitas, o oftalmologista poderá dizer se você está em risco de desenvolver o descolamento de retina. Também é necessário controlar rigorosamente condições como a diabetes. Além disso, o uso de óculos de proteção durante atividades de risco ou esportes ajuda a prevenir traumas nos olhos, evitando uma das possíveis causas do problema. Vá ao oftalmologista sem pensar duas vezes O descolamento de retina é uma urgência oftalmológica que requer atenção médica imediata. Reconhecer os sintomas e buscar tratamento precoce são fundamentais para preservar a visão. Se você experimentar qualquer um dos sintomas descritos, contate seu oftalmologista imediatamente. Se você está preocupado com a saúde de seus olhos ou se tem fatores de risco para descolamento de retina, agende uma consulta com um especialista o quanto antes. Cuidar de seus olhos é essencial para manter uma boa qualidade de vida.

O diabetes é uma doença que afeta os vasos e no olho ele afeta principalmente os vasos da retina. Confira a entrevista completa!

No último dia 14.11 foi o Dia do Diabetes, dia de conscientização sobre a prevenção dessa doença. Dr. Eduardo da Silva Eli participou de entrevista na Rádio Pomerode e falou sobre Diabetes e Retinopatia Diabética. “O diabetes é uma doença que afeta os vasos e no olho ele afeta principalmente os vasos da retina. A retina é uma estrutura que fica na parte interna do olho, chamado fundo de olho, e ela é responsável por nos fazer enxergar. É ela que capta a imagem. O diabetes eleva o enfraquecimento dos vasos da retina ocasionando hemorragias e até infiltração de líquido na retina, o que causa a retinopatia diabética que pode levar uma perda parcial e até total da visão”, alerta Dr. Eduardo. Confira a entrevista completa. Dr. Eduardo se dedica as áreas Catarata adulto e infantil, Retina clínica e cirúrgica e Oftalmologia geral. O Hospital de Olhos de Blumenau localiza-se na Rua 7 de Setembro, 1300 e também conta com unidades em Pomerode (Rua Frederico Weege, 150 – Centro, bem ao lado da Polícia Militar) e em Gaspar (Rua São José, 253 – Sala 212, no Atitude Centro Empresarial). ⠀ Agendamentos pelo WhatsApp (47) 3322.5000. Publicação: 18.11.2022

As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes mais do que as que não portam a doença. Confira!

Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes mais do que as que não portam a doença. A Retinopatia Diabética atinge mais de 75% das pessoas que têm diabetes há mais de 20 anos. Confira os tratamentos: O controle cuidadoso da diabetes com uma dieta adequada, uso de pílulas hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação destes tratamentos, que são prescritos pelo médico endocrinologista, são a principal forma de evitar a Retinopatia Diabética. Fotocoagulação por raios laser: é o procedimento pelo qual pequenas áreas da retina doente são cauterizadas com a luz de um raio-laser na tentativa de prevenir o processo de hemorragia. O ideal é que este tratamento seja administrado no início da doença, possibilitando melhores resultados por isso é extremamente importante a consulta periódica ao oftalmologista. Cuide de sua saúde, cuide da saúde dos seus olhos! No Hospital de Olhos de Blumenau contamos com médicos oftalmologistas que se dedicam as doenças da retina. Agende uma consulta pelo WhatsApp (47) 3322.5000. Fontes: https://diabetes.org.br/ e https://www.cbo.com.br/pacientes/doencas/doencas_retinopatia_diabetica.htm Publicação: 14.11.2022

29.09 Dia Mundial da Retina. Conheça as doenças da retina que impactam a visão

29.09 | Dia Mundial da Retina. O dia 29 de setembro é uma data importante dedicada para a conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde dos olhos e alerta acerca das doenças da retina que impactam a visão. Saiba um pouco mais sobre as doenças da Retina: DMRI, Retinopatia Diabética e Descolamento de Retina. Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) A DMRI pode ocorrer em duas formas: seca ou exsudativa. Em relação à forma seca, ainda não temos tratamento efetivo, enquanto que a forma exsudativa tratamos com terapia antiangiogênica. Nos estágios iniciais, a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) não apresenta sintomas. Por isso, cerca de 80% das pessoas diagnosticadas já apresentam a doença em estágio avançado, o que dificulta a realização do tratamento efetivo. A doença compromete a mácula, responsável pela visão de detalhes e cores, e produz uma mancha que prejudica a visão central. Os sintomas são visão turva, dificuldade de enxergar em luz baixa, visão distorcida e pontos pretos no campo de visão. Retinopatia Diabética Hoje, em torno de 17 milhões de brasileiros têm diabetes, correspondendo a 11% da população. A retinopatia diabética atinge mais de 75% dos diabéticos com mais de 20 anos que desenvolvem a doença. Ela ocorre quando o diabetes causa lesão na retina, que é uma camada presente no fundo do olho responsável pela visão de cores e detalhes. Os sintomas variam de acordo com o estágio da doença, sendo os mais frequentes visão borrada, percepção de pequenas “moscas” voando e perda repentina da visão. Se a retinopatia diabética for diagnosticada em fase inicial, pode ser tratada com grande sucesso. O tratamento consiste em uso de terapia antiangiogênica intraocular, implante de esteroides intraocular, fotocoagulação a laser e cirurgia de vitrectomia pars plana. Descolamento de Retina O descolamento da retina é uma urgência médica. Se não tratado rapidamente, pode evoluir para perda total da visão. Pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em pacientes com alta miopia, além de  trauma nos olhos, na face ou na cabeça, diabetes descompensado, tumores, processos inflamatórios, histórico familiar da doença e degeneração do vítreo própria do envelhecimento. A retina é uma membrana muito fina, flexível e delicada que reveste a superfície interna da parte posterior do globo ocular. Nela existem receptores fotossensíveis que convertem a imagem luminosa advinda do exterior em impulsos elétricos que, através do nervo ótico, são enviados para área do cérebro em que se processa a visão. Fique atento à saúde dos seu olhos. Agende sua consulta pelo WhatsApp (47) 3322.5000. Publicação: 29.09.2022

A estrutura de nossos olhos é complexa e delicada, confira!

Conheça a Estrutura dos nossos olhos Alguns nomes relacionados à anatomia do corpo humano podem parecer bastante complicados. E não é para menos, afinal, não usamos a maior parte dessas palavras em nosso dia a dia. Aqui, vamos explicar um pouco mais sobre algumas partes que compõem a estrutura os olhos, que é bastante complexa e delicada. Cada uma delas tem sua função e, quando trabalham em equilíbrio, permitem que a visão funcione da melhor forma possível. Mas, lembre-se: nada substitui a avaliação do seu oftalmologista. Em caso de dúvidas, não hesite em perguntar! Conjuntiva: Membrana mucosa, incolor e bastante fina, sua função é proteger a superfície do olho contra agentes externos. Córnea: Trata-se de um tecido transparente, localizado na parte frontal externa do olho. É responsável por focalizar a luz na retina para formar a visão. Coroide: Localizada entre a esclera e a retina, a coroide é responsável por suprir as células da retina e da esclera com o oxigênio e nutrientes, através de seus vasos sanguíneos. Corpo ciliar: Localizado atrás da íris, é responsável por formar o humor aquoso e manter a pressão intraocular adequada. Além disso, sua contração auxilia no ajuste do foco da visão. Cristalino: Considerado a lente natural do olho, o cristalino se localiza logo atrás da pupila e é responsável pelo ajuste fino da visão, para obter um foco maior. Esclera: Essa é a parte branca do olho, constituída por uma camada fibrosa e com a função de proteger as estruturas mais internas. Humor vítreo: Essa é a estrutura gelatinosa que ocupa a porção central do globo ocular. Íris: É a parte colorida dos olhos e fica localizada logo atrás da córnea. Nela, estão presentes diversos músculos responsáveis por definir a proporção de abertura da pupila. Mácula: Presente na parte central do olho, é responsável pela visão dos detalhes. Nervo óptico: Essa é a estrutura que realiza a conexão entre o olho e o cérebro, sendo essencial para que possamos enxergar. Pupila: Essa é a abertura localizada na parte central da íris. Seu diâmetro é regulável e cumpre a função de permitir a maior ou menor entrada de luz no olho. Retina: Localizada no fundo do olho, a retina é a parte do olho responsável por captar as imagens, que serão formadas no cérebro, a partir de suas células sensíveis à luz. Fonte: CBO_Revista Veja Bem (https://www.vejabem.org/uploads/arquivos/1593187544-5.PDF) Publicação: 22.03.2022

Proteja seus olhos no verão. Confira a entrevista completa!

Dr. Eduardo da Silva Eli, médico oftalmologista do Hospital de Olhos de Blumenau participou do quadro Doutor Responde, do Balanço Geral da NDTV. Dr. Eduardo alerta sobre a proteção dos olhos no verão e reforça sobre a importância da higienização das mãos antes de tocar os olhos. Também recomenda evitar abrir os olhos dentro da água e usar óculos de sol de procedência. Confira a entrevista completa e fique de olho! Dr. Eduardo dedica-se as áreas de Catarata adulto e infantil, Retina clínica e cirúrgica e Oftalmologia geral. Agende uma consulta através do WhatsApp (47)3322.5000 e cuide de seus olhos nesse verão. Publicação: 17.01.2022

Saiba mais sobre o Diabetes e como essa doença pode prejudicar a visão

Não deixe que o diabetes te impeça de guardar o que há de melhor através dos seus olhos. Dia 14 de novembro é o dia Mundial do Diabetes. Compartilharemos importantes informações sobre o tema. Acompanhe! Diabetes Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz.Mas o que é insulina? É um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto –  a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos. Seus olhos registram todos os melhores momentos que você viveu até hoje. O diabetes, no entanto, pode te impedir de guardar esses momentos. Não deixe que isso aconteça. Diabetes x Olhos O diabetes é uma doença complexa e progressiva que afeta os vasos sanguíneos do olho. Um material anormal é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos da retina, que é a região conhecida como “fundo de olho”, causando estreitamento e às vezes bloqueio do vaso sanguíneo, além de enfraquecimento da sua parede, o que ocasiona deformidades conhecidas como microaneurismas. Esses microaneurismas frequentemente rompem ou extravasam sangue causando hemorragia e infiltração de gordura na retina. A retinopatia pode levar a uma perda parcial ou total da visão. Fique de olho nas próximas publicações. Abordaremos um pouco mais sobre Retinopatia Diabética. Retinopatia Diabética A retinopatia diabética se caracteriza pelo acúmulo de açúcar nos vasos sanguíneos que irrigam a retina. Este acúmulo vai aos poucos deteriorando as células, que ficam mais permeáveis e acabam formando edemas na retina. Além disso, ocorre acúmulo de material na parede dos vasos, levando a um bloqueio da passagem de sangue até que ocorra um vazamento (hemorragia). Tais lesões podem levar à distorção das imagens captadas pela retina, que é a parte do olho responsável pela captação da imagem e seu envio ao cérebro.⠀ ⠀ Vale lembrar ainda que não se trata de uma doença ligada à idade. A retinopatia atinge também adolescentes e adultos jovens, caso eles não controlem bem a taxa glicêmica.⠀ Além disso, os diabéticos apresentam um risco de perder a visão 25 vezes maior do que as que não portam a doença. A retinopatia diabética atinge mais de 75% das pessoas com diabetes há mais de 20 anos. 14.11 – Dia Mundial do Diabetes Conheça os tratamentos para o diabetes e retinopatia diabética O controle cuidadoso do diabetes com uma dieta adequada, uso de pílulas hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação desses tratamentos, prescritos pelo médico endocrinologista, são a principal forma de evitar a retinopatia diabética. Fotocoagulação por raio laser: é o procedimento pelo qual pequenas áreas da retina doente são cauterizadas com a luz de um raio-laser na tentativa de prevenir o processo de hemorragia. O ideal é que esse tratamento seja administrado no início da doença, possibilitando melhores resultados, por isso é extremamente importante a consulta periódica ao oftalmologista. Outra forma de tratamento é a Injeção Intravítrea ou Intraocular, É um procedimento médico que causa um desconforto mínimo e vem sendo essencial no combate à cegueira. Como é feito o procedimento? É feita a injeção no olho liberando medicamentos específicos no Vítreo (ou Humor Vítreo). Em novembro, vestimos azul contra o diabetes! Fontes: CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia e SBD – Sociedade Brasileira de Diabetes. Publicação: 09.11.2020

Abril Marrom: Você está cuidando bem da sua saúde ocular?

O Hospital de Olhos de Blumenau abraça a causa do Abril Marrom. O mês é destinado à conscientização sobre a importância da prevenção e combate às diversas causas de cegueira. Atualmente, estima-se que a cegueira afete 39 milhões de pessoas em todo o mundo e que 246 milhões sofram de perda moderada ou severa da visão. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e constam no recente documento “As Condições da Saúde Ocular no Brasil 2019”, elaborado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Uma boa notícia é que o CBO garante que cerca de 74,8% dos casos de cegueira e deficiência visual podem ser prevenidas ou curadas. As consultas de rotina com um médico oftalmologista são fundamentais para a prevenção de tratamento de doenças como o glaucoma, a degeneração macular avançada e a retinopatia diabética, entre outras. Durante esse mês de abril você conhecerá quais as principais doenças que podem prejudicar a sua visão. Fique de olho nas nossas redes sociais e nosso site hob.med.br. Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-48634186 >> Você sabe o que é GLAUCOMA? Glaucoma é uma doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual. Se não for tratado adequadamente, pode levar à cegueira. ⠀Há vários tipos, o glaucoma crônico simples ou glaucoma de ângulo aberto, que representa mais ou menos 80% dos casos, incide nas pessoas acima de 40 anos e pode ser assintomático. Ele é causado por uma alteração anatômica na região do ângulo da câmara anterior, que impede a saída do humor aquoso e aumenta a pressão intraocular. ⠀Glaucoma de ângulo abertoNesta forma o líquido não drena adequadamente para fora do interior do olho, o que faz aumentar a pressão ocular reduzindo gradualmente a qualidade da visão. Isto pode ocorrer ao longo de um período de tempo prolongado por isso pode ser difícil de detectar a menos que tenha consultas agendadas para diagnóstico de glaucoma. ⠀Glaucoma de ângulo fechadoNovamente, o olho não drena adequadamente porque os canais estão bloqueados. A diferença nesta forma é que a íris do olho não se abre tanto quanto deveria. A pressão ocular ocorre muito mais rapidamente. Quanto isto acontece pode sentir enxaquecas intensas e náuseas, o que exige atenção médica imediata. Apesar de ainda não existir cura para o glaucoma, este pode ser controlado e tratado. Tal como muitas doenças, é muito importante detectar o problema cedo. Certifique-se de ir ao oftalmologista regularmente mesmo que se sinta bem. Fonte: Sociedade Brasileira de Glaucoma – SBG >> O que é DMRI? A Degeneração Macular Relacionada à Idade, mais conhecida pelas iniciais DMRI, é uma doença que afeta a área central da retina (mácula). Esta degeneração, como diz o nome, ocorre por conta da idade e costuma aparecer após os 60 anos. É considerada uma das principais causas de cegueira entre as pessoas da melhor idade. A DMRI é caracterizada pelo surgimento de uma mancha (mancha central), que ocasiona uma baixa visão nesta área e dificulta diversas atividades, como a leitura. A grande maioria (90%) dos casos de degeneração macular é classificada como DMRI seca ou não-exsudativa. Nesta forma, considerada mais branda, a degeneração da mácula ocorre de forma mais lenta. Os outros 10% são da forma mais severa conhecida como exsudativa. A DMRI exsudativa é caracterizada pelo desenvolvimento de vasos sanguíneos anormais sob a retina, o que leva a uma perda rápida e irreversível da visão. Essa forma é a principal responsável pela grande perda visual central dos casos de degeneração macular. Embora os danos à visão central causados pela DMRI sejam irreversíveis, sabe-se que o diagnóstico precoce e os cuidados com a saúde dos olhos podem ajudar a controlar alguns efeitos da degeneração macular. Portanto, se você notou alguma alteração na visão central, tem pessoas na família que sofrem de DMRI ou mais de 50 anos de idade, faça os exames que detectam a doença e visite regularmente um oftalmologista. >> O que é RETINOPATIA DIABÉTICA? A retinopatia diabética se caracteriza pelo acúmulo de açúcar nos vasos sanguíneos que irrigam a retina. Este acúmulo vai aos poucos deteriorando as células, que ficam mais permeáveis e acabam formando edemas na retina. Além disso, ocorre acúmulo de material na parede dos vasos, levando a um bloqueio da passagem de sangue até que ocorra um vazamento (hemorragia). Tais lesões podem levar à distorção das imagens captadas pela retina, que é a parte do olho responsável pela captação da imagem e seu envio ao cérebro. É importante, portanto, que o paciente de diabetes se conscientize de que a retinopatia é hoje a maior causa de cegueira na população adulta. Estima-se que 90% dos pacientes de diabetes tipo 1 e 60% dos pacientes do tipo 2 devem desenvolver a retinopatia diabética ao longo da vida. Vale lembrar ainda que não se trata de uma doença ligada à idade. A retinopatia atinge também adolescentes e adultos jovens, caso eles não controlem bem a taxa glicêmica. >> Todo diabético tem mesmo o risco de perda visual?  Infelizmente, a resposta para a pergunta é sim. Todo o paciente de diabetes mellitus (o nome completo do diabetes) precisa ficar muito atento em relação à saúde dos olhos, já que a doença provoca risco de perda visual. Para minimizar ao máximo este risco, é preciso adotar duas medidas fundamentais: controlar os níveis glicêmicos e fazer visitas regulares ao oftalmologista. A grande inimiga dos olhos do diabético é mesmo é a Retinopatia Diabética. Esta doença pode atingir tanto pacientes de diabetes tipo 1 quanto de tipo 2, independentemente da idade. Ela surge quando os pequenos vasos sanguíneos que irrigam a retina passam a ficar danificados por conta do acúmulo de açúcar no sangue, provocando edemas e hemorragias na retina. A visão fica distorcida, borrada, com surgimento de pontos escuros e flutuantes. Os pacientes acometidos de Retinopatia Diabética podem apresentar ainda o Edema Macular Diabético. Este desenvolvimento da doença prejudica uma parte “nobre” da retina, conhecida como mácula, que é responsável pela visão central e pela identificação das

Eletrorretinograma

A retina é a estrutura responsável por captar as imagens que chegam aos olhos e transformá-las em sinais elétricos enviados ao cérebro. Qualquer comprometimento em suas camadas pode afetar diretamente a qualidade da visão, nem sempre de forma perceptível nas fases iniciais. O eletrorretinograma investiga a função da retina em todas as suas camadas, avaliando como ela responde aos estímulos visuais. É um exame de grande valor tanto na avaliação preventiva quanto no acompanhamento prognóstico de doenças retinianas. O exame tem papel importante na investigação de doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão arterial, permitindo avaliar o impacto dessas condições sobre a função da retina antes que alterações mais graves se instalem. É também ferramenta relevante na investigação da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e na avaliação da visão subnormal. Indicações Agende seu exame Se você foi encaminhado para o eletrorretinograma ou tem diabetes, hipertensão e ainda não avaliou o impacto dessas condições na sua visão, entre em contato com o HOB.