O Hospital de Olhos de Blumenau (HOB) é habilitado para realizar transplante de córnea e integra a relação de estabelecimentos transplantadores de tecido ocular de Santa Catarina. A habilitação para transplante de córnea/esclera consta no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).
O transplante é uma cirurgia que substitui toda a córnea doente ou somente as camadas comprometidas por tecido proveniente de um doador. Pode ser indicado em situações como ceratocone avançado, cicatrizes corneanas, distrofia de Fuchs, ceratopatia bolhosa e outras doenças que comprometem a transparência ou a estrutura da córnea.
No HOB, são realizadas modalidades de transplante penetrante e lamelar, incluindo técnicas como DALK e DSAEK, de acordo com a indicação de cada paciente.
Em resumo: como funciona o transplante de córnea?
- O transplante pode substituir toda a córnea ou apenas a camada doente.
- A técnica depende da doença e das camadas da córnea comprometidas.
- O HOB é habilitado para realizar transplante de córnea.
- Ceratocone avançado, distrofia de Fuchs e cicatrizes corneanas estão entre as possíveis indicações.
- A inscrição na lista de espera é realizada por equipe médica autorizada no Sistema Nacional de Transplantes.
- Alguns casos graves podem ter prioridade na lista.
- Depois da cirurgia, acompanhamento oftalmológico regular é fundamental.
- Vermelhidão, dor, sensibilidade à luz ou piora da visão após um transplante exigem avaliação oftalmológica rápida.
O que é transplante de córnea?
A córnea é o tecido transparente localizado na parte da frente do olho. Além de protegê-lo, participa do processo de focalização da luz que chega à retina.
Para desempenhar adequadamente essa função, ela precisa manter transparência e formato apropriados.
Quando uma doença, trauma ou outra alteração compromete de forma importante a transparência ou a estrutura da córnea e outros tratamentos não conseguem proporcionar visão adequada, o oftalmologista pode considerar um transplante de córnea, também chamado de ceratoplastia.
Dependendo da doença, pode ser necessário substituir toda a espessura da córnea ou somente as camadas comprometidas.
Quando o transplante de córnea é indicado?
O transplante não é necessariamente o primeiro tratamento para uma doença da córnea.
Ele costuma ser considerado quando a alteração é suficientemente importante para comprometer a visão ou a integridade do olho e outras formas de tratamento não são adequadas ou suficientes.
Entre as condições que podem levar à indicação estão:
- ceratocone avançado;
- distrofia endotelial de Fuchs;
- ceratopatia bolhosa;
- cicatrizes ou opacidades após infecções;
- traumas na córnea;
- outras distrofias e degenerações corneanas;
- falência de um transplante anterior.
O Sistema Nacional de Transplantes também contempla diferentes doenças corneanas entre as condições aceitas para inscrição na lista de espera.
Todo paciente com ceratocone precisa de transplante?
Não.
O transplante costuma ser reservado para casos mais avançados de ceratocone, quando a alteração da córnea compromete significativamente a visão e as demais opções disponíveis não proporcionam resultado adequado.
Dependendo do estágio da doença, o tratamento pode envolver:
- óculos;
- lentes de contato;
- crosslinking para estabilizar a progressão do ceratocone;
- implante de anel intraestromal em casos selecionados;
- transplante de córnea em situações mais avançadas.
No HOB, a definição do tratamento é feita após avaliação da córnea com os exames necessários. O próprio hospital apresenta crosslinking, anel intraestromal e transplante como opções utilizadas em diferentes situações do ceratocone.
Quais são os tipos de transplante de córnea?
A escolha depende principalmente de qual parte da córnea está comprometida.
| Técnica | O que é substituído | Quando pode ser indicada |
| Transplante penetrante | Toda a espessura da córnea | Quando diferentes camadas da córnea estão comprometidas |
| DALK — transplante lamelar anterior profundo | Camadas anteriores da córnea, preservando o endotélio do paciente | Ceratocone avançado e outras doenças do estroma quando o endotélio está saudável |
| DSAEK — transplante endotelial | Camadas posteriores, incluindo endotélio | Doenças endoteliais, como distrofia de Fuchs e ceratopatia bolhosa |
A página atual do HOB informa que o hospital realiza transplantes penetrantes e lamelares e descreve especificamente as técnicas DALK e DSAEK.
O que é o transplante penetrante?
Na ceratoplastia penetrante, é substituída a espessura total da área afetada da córnea.
Essa técnica pode ser necessária quando a doença ou cicatriz compromete diversas camadas do tecido.
O que é DALK?
A DALK — ceratoplastia lamelar anterior profunda — preserva o endotélio saudável do próprio paciente e substitui as camadas anteriores comprometidas.
Pode ser utilizada em doenças como ceratocone avançado quando o endotélio continua saudável.
Como o endotélio do paciente é preservado, não existe rejeição de endotélio doador. Outros tipos de reação ao enxerto, porém, ainda podem ocorrer.
O que é DSAEK?
A DSAEK é uma técnica de transplante endotelial, destinada principalmente às situações em que o problema está nas camadas internas da córnea.
Pode ser indicada, por exemplo, em algumas pessoas com distrofia de Fuchs ou ceratopatia bolhosa.
Transplantes endoteliais geralmente proporcionam recuperação visual mais rápida do que a ceratoplastia penetrante, embora indicação, resultados e riscos variem conforme cada caso.
Como é feito o transplante de córnea no HOB?
O Hospital de Olhos de Blumenau possui habilitação para transplante de tecido ocular e realiza transplantes de córnea penetrantes e lamelares.
Segundo material institucional do hospital, o procedimento pode ser realizado com anestesia local associada à sedação. O HOB funciona em regime de Day Hospital, e a necessidade de permanência e os cuidados após a cirurgia são definidos de acordo com cada paciente.
Durante o procedimento, o cirurgião trabalha com microscópio cirúrgico e seleciona a técnica conforme a doença e as camadas da córnea comprometidas.
A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina lista o serviço no endereço do HOB, em Blumenau, e apresenta o Dr. José Roberto Maranhão Castro (CRM-SC 7460) como responsável técnico pelo serviço de transplante de tecido ocular.
O Dr. Fernando César Ludwig (CRM-SC 4508 / RQE 1119) também integra o corpo clínico do HOB com atuação informada pelo hospital em córnea, ceratocone e transplante de córnea.
O transplante de córnea pode sofrer rejeição?
Sim.
A rejeição ocorre quando o sistema imunológico reage ao tecido transplantado. O risco varia conforme a técnica utilizada, as condições do olho e outros fatores clínicos.
A rejeição pode surgir mesmo depois de um período prolongado após a cirurgia.
Por isso, quem passou por transplante de córnea precisa manter o acompanhamento recomendado pelo oftalmologista e utilizar corretamente as medicações prescritas.
Quais são os sinais de rejeição de um transplante de córnea?
Alguns sinais após um transplante precisam de avaliação oftalmológica rápida, especialmente:
- piora ou embaçamento da visão;
- vermelhidão no olho;
- dor ocular;
- aumento da sensibilidade à luz.
Esses sintomas também podem estar relacionados a outras complicações e não significam, isoladamente, que esteja ocorrendo rejeição.
Ainda assim, devem ser avaliados com urgência. Episódios de rejeição podem ser tratados e o diagnóstico precoce é importante para aumentar as possibilidades de preservar o enxerto.
Urgências 24h HOB: (47) 98404-0850
Como funciona a fila para transplante de córnea?
No Brasil, o transplante de córnea é organizado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
Para receber uma córnea, o paciente precisa ser inscrito na lista de espera por uma equipe autorizada. A lista é organizada por estado ou região e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes.
A posição na lista não depende simplesmente de escolher determinado hospital.
A distribuição segue critérios previstos pelo sistema, que incluem fatores como:
- situação clínica;
- existência de critérios de urgência;
- classificação do tecido necessário;
- tempo de espera.
Casos classificados como urgentes podem ser priorizados quando existe tecido compatível com a necessidade clínica disponível.
Quantas pessoas aguardam um transplante de córnea no Brasil?
O número muda ao longo do tempo e deve sempre ser apresentado com uma data de referência.
Em 2025, o Brasil realizou 17.790 transplantes de córnea, maior número da série apresentada pelo Registro Brasileiro de Transplantes da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).
Dados divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia em setembro de 2026 apontavam 37.719 pessoas na fila, ante 32.639 em dezembro de 2025. O tempo médio de espera informado naquele levantamento era de aproximadamente 370 dias, comparado a 174 dias dez anos antes.
| Indicador | Dado de referência |
| Transplantes de córnea realizados em 2025 | 17.790 |
| Pessoas na fila em dezembro de 2025 | 32.639 |
| Pessoas na fila em setembro de 2026 | 37.719 |
| Espera média informada em setembro de 2026 | 370 dias |
| Espera média informada dez anos antes | 174 dias |
Importante: o tempo individual não é necessariamente igual à média nacional. A espera varia de acordo com estado, disponibilidade de tecido, indicação, classificação clínica e eventual prioridade.
Nota de atualização: como a lista é dinâmica, revisar esses números sempre que este artigo for atualizado.
Como funciona a doação de córnea?
A córnea utilizada no transplante é proveniente de doação.
No Brasil, a autorização da família é necessária para que a doação seja realizada após a morte. Por isso, quem deseja ser doador deve conversar com seus familiares sobre essa decisão.
Depois da doação, os tecidos são avaliados pelos serviços responsáveis e distribuídos de acordo com os critérios do Sistema Nacional de Transplantes.
A família não escolhe diretamente quem receberá a córnea.
Como entrar na fila para transplante de córnea?
O primeiro passo é passar pela avaliação de uma equipe autorizada para transplantes.
Se o médico confirmar a indicação e os critérios necessários, o paciente pode ser inscrito no sistema de lista de espera.
Após a inscrição, o acompanhamento da situação ocorre conforme as orientações da equipe transplantadora e do sistema de transplantes.
Onde fazer avaliação para transplante de córnea em Blumenau?
O Hospital de Olhos de Blumenau consta na relação estadual de estabelecimentos transplantadores de tecido ocular e possui habilitação para transplante de córnea/esclera.
Para avaliar uma doença da córnea, confirmar a indicação de transplante ou obter orientação sobre o processo de inscrição na lista, o paciente pode agendar uma avaliação especializada.
Central de Atendimento HOB: (47) 3322-5000
Saiba mais na página de transplante de córnea do HOB.
Perguntas frequentes sobre transplante de córnea
O HOB realiza transplante de córnea?
Sim. O Hospital de Olhos de Blumenau possui habilitação para transplante de córnea/esclera e consta na relação de estabelecimentos transplantadores de tecido ocular de Santa Catarina.
O que é transplante de córnea?
É uma cirurgia que substitui toda a córnea comprometida ou apenas as camadas afetadas por tecido proveniente de um doador.
Quando um transplante de córnea é necessário?
Pode ser indicado quando doenças, traumas ou cicatrizes comprometem de forma importante a transparência ou a estrutura da córnea e outros tratamentos não são suficientes ou adequados.
Todo ceratocone precisa de transplante?
Não. Muitos pacientes são tratados com óculos, lentes de contato e, conforme o caso, procedimentos como crosslinking ou anel intraestromal. O transplante é reservado principalmente para casos avançados.
Quais tipos de transplante de córnea o HOB realiza?
A página institucional do HOB informa transplantes penetrantes e lamelares e descreve as técnicas DALK e DSAEK. A técnica adequada depende das camadas da córnea comprometidas e da avaliação do cirurgião.
O transplante de córnea pode sofrer rejeição?
Sim. O risco varia conforme a técnica e as características do paciente. Vermelhidão, dor, sensibilidade à luz ou piora da visão após o transplante precisam de avaliação oftalmológica urgente.
Como entrar na fila de transplante de córnea?
A inscrição é feita por uma equipe médica autorizada pelo Sistema Nacional de Transplantes depois da avaliação e confirmação da indicação.
A fila de transplante de córnea é por ordem de chegada?
O tempo de inscrição é um dos critérios, mas não é o único. O sistema também considera critérios técnicos e situações de urgência previstas na regulamentação.
Quanto tempo demora um transplante de córnea?
Não existe um prazo igual para todos. Dados divulgados pelo CBO em setembro de 2026 apontavam média nacional de aproximadamente 370 dias, mas o tempo individual varia conforme estado, indicação, prioridade e disponibilidade de tecido.
É necessário ficar internado para um transplante de córnea?
O HOB funciona em regime de Day Hospital e seu material institucional descreve a realização do transplante com anestesia local e sedação. A permanência necessária é definida pela equipe de acordo com cada caso.
Quem autoriza a doação de córnea?
No Brasil, a família é responsável por autorizar a doação após a morte. Por isso, é importante que quem deseja ser doador comunique sua decisão aos familiares.
Referências
- Ministério da Saúde — Sistema Nacional de Transplantes. Lista de espera e critérios para transplante de córnea.
- Ministério da Saúde — Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.
- Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina — Estabelecimentos transplantadores.
- Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde — Habilitação do Hospital de Olhos de Blumenau para transplante de córnea/esclera.
- Associação Brasileira de Transplante de Órgãos — Registro Brasileiro de Transplantes 2025.
- Conselho Brasileiro de Oftalmologia — dados sobre fila de transplante de córnea divulgados em setembro de 2026.
- Hospital de Olhos de Blumenau — Transplante de Córnea.
- Hospital de Olhos de Blumenau — Ceratocone.
- Hospital de Olhos de Blumenau — Dr. Fernando César Ludwig.
- Salmon JF. Kanski’s Clinical Ophthalmology: A Systematic Approach. 9ª ed. Elsevier.


